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Evandro José Coelho do Amaral

Evandro José Coelho do Amaral, Licenciado em Administração Pública pelo INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS SOCIAIS E RELAÇÕES INTERNACIONAIS (CIS). Tel: +244 928 887 135 / +244 993 029 806 (Whatsapp)

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Evandro José Coelho do Amaral

31
Jan18

MEMORIAL DR. ANTÓNIO AGOSTINHO NETO (MAAN)


Evandro José Coelho do Amaral

MEMORIAL DR. ANTÓNIO AGOSTINHO NETO (MAAN)

ANTÓNIO AGOSTINHO NETO MEMORIAL (AANM)

NewPaper nº 01/2017

[1] Amaral, Evandro José Coelho do

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Resumo

Este artigo foi realizado, com intuito de enaltecer e recordar o fundador da nação angolana, que muito ajudou para o crescimento e desenvolvimento, quer político, económico, social e cultural de Angola. Somos muito gratos, por tudo que fez por Angola, Livre, Democrática e Independente.

Palavras-chaves: Memorial, Dr. Agostinho Neto e Angola.

 

Abstract

This article was made with the intention of extolling and remembering the founder of the Angolan nation, who greatly helped for the growth and development, both political, economic, social and cultural of Angola. We are very grateful for everything you have done for Angola, free, democratic and independent.

Keywords: Memorial, Dr. Agostinho Neto and Angola.

 

Introdução

Falar do primeiro Presidente de Angola e do seu memorial, não é uma tarefa fácil, porque nos obriga a volta no tempo, recordar e reconhecer as suas conquistas/legado para o Povo angolano.

Dr. Agostinho Neto, nasceu no dia 17 de Setembro de 1922, em Caxicane, pequena aldeia banhada pelas águas do rio Kwanza, na região de Catete, a 60 km de Luanda. Como era hábito na altura, o parto decorreu em família, na casa modesta do pastor metodista Agostinho Pedro Neto e de sua mulher, a professora primária Maria da Silva Neto. O menino viria a chamar-se António Agostinho Neto, nome que não tardaria a destacar-se na condução dos destinos de Angola e de África, (MAAN, 2017).

1.Memorial Dr. António Agostinho Neto (MAAN)

 Figura nº 1.Memorial Dr. António Agostinho Neto (MAAN)

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                 Fonte: Google (2018).

O lançamento da primeira pedra ocorreu a 17 de Setembro de 1982, pelo Presidente Cessante da República Eng.º José Eduardo dos Santos, mas com o agravar da situação político militar, económica e social que Angola enfrentou até à década de 90, as obras foram suspensas. Em 1998, o projecto foi reformulado, e retornaram as obras em Janeiro de 2005, tendo sido concluídas em Janeiro de 2011.

No ano seguinte, a 17 de Setembro de 2012, o Presidente cessante da República Eng.º José Eduardo dos Santos procede à inauguração do edifício hoje denominado Memorial Dr. António Agostinho Neto, com o objectivo de perpetuar a memória do primeiro Presidente como Líder da Luta de Libertação, Estadista, Homem de Cultura e Humanista. Conforme estabelecido no Estatuto Orgânico o Memorial tem como finalidade a investigação e preservação da vida e obra do Dr. António Agostinho Neto, assim como promover o conhecimento da cultura africana e a formação artística.

Com uma área de 18 hectares, tem um bloco central que comporta o sarcófago, onde repousam os restos mortais de Agostinho Neto, museu, galeria de exposições, salas multiuso, administração, biblioteca/videoteca, biblioteca multimédia, centro de documentação, lojas e hall das autoridades, adjacente à tribuna presidencial exterior.

Daqui, consegue ver-se uma parte circundante do jardim frontal, coberto de relvado e coqueiros onde poisam frequentemente, mais de uma dezena de garças e no meio, um elefante em pedra cinza que se prostra em sinal de respeito. Na praça, uma pérgola branca acolhe para sempre o portentoso “Içar da Bandeira” cuja mancha tricolor desfraldada ao vento recorda, a quem transite na contígua Av. Dr. António Agostinho neto, a data de emancipação do povo angolano, suas convicções, lutas e esperanças.

Horário de Funcionamento: Dias úteis: 9h00 – 17h00, Sábados e Domingos: 10h00 às 16h00. Estando localizado na Avenida Dr. António Agostinho Neto, Praia do Bispo - Ingombota – Luanda, Telefone (+244) 222 653 900.

 

Figura nº 2. Localização do Memorial Dr. António Agostinho Neto (MAAN)

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                                                Fonte: Google (2018).

2.Eventos realizados

2.1. Cerimónia de Investidura do Presidente da República de Angola

No dia 23 de Agosto de 2017, aconteceram as quartas eleições gerais. A passagem do testemunho, a foi orientada pelo juiz presidente do Tribunal Constitucional, que, curiosamente, ocorrer no mesmo dia (26 de Setembro) da primeira investidura de um presidente eleito e no mesmo local.

O novo Presidente João Lourenço entrará na história de Angola como o primeiro Presidente a ser investido na presença do seu antecessor. Além do que terá também, em memória, a “bênção” do Dr. Agostinho Neto, já que o palco da cerimónia de investidura foi no o Memorial Dr. António Agostinho Neto (MAAN), construído em memória ao fundador da Nação.

A cerimónia decorreu na Praça da República, serviu também para a investidura do vice-presidente da República, Bornito de Sousa, foi orientada pelo presidente do Tribunal Constitucional, Rui Ferreira, na presença de mais de 30 mil pessoas, incluindo Chefes de Estados e de Governo convidados, (ANGOP, 2017).

2.2. Congoleses Festejam os 42 Anos da Independência de Angola

Com o mesmo espírito de festejarem os 42 anos da proclamação da Independência Nacional, com os angolanos, cerca de 100 cidadãos do Congo Brazzavile visitaram, no dia 11 de Novembro de 2017, o Memorial Dr. António Agostinho Neto (MAAN), numa comitiva chefiada pelo Encarregado de Negócios da Embaixada da República do Congo, Jean Pierre Kondé. A visita foi guiada pelo Chefe do Departamento do Sarcófago do MAAN, Dr. Rigoberto Fialho, auxiliado por Conceição Monteiro e Djamila. No final, Jean Pierre Kondé rubricou o livro de honra em que destacou a frase: "O Mais Importante é Resolver os Problemas do Povo", extracto do último discurso proferido pelo saudoso Presidente Dr. António Agostinho Neto, em Malanje, (MAAN, 2017).

 

Conclusão

Chegando ao final deste artigo, nota-se, que existe muitos esforços, por parte do Governo e dos familiares do Dr. Agostinho Neto, para que não fique para trás (ou esquecido). Contudo acredita-se que o este memorial, as gerações vindouras, possam conhecer a história do primeiro Presidente de Angola.

Destaque-se também, muitas visitas por nacionais e estrangeiros. Conta com uma equipa experiente e profissional. A consequência ou fruto dos efeitos do Dr. Agostinho Neto, é este monumento erguido em homenagem a Ele, afim de ser lembrado. O mesmo ocorre pela outra homenagem, ao primeiro Presidente de Angola, à Universidade Agostinho Neto (UAN), fundada em 1976.

Referências Bibliográficas

ANGOP. (2017). Investidura2017: A 72 horas da constituição da 4.ª República. Luanda: ANGOP - Agência Angola Press. Acesso em 16 de Dezembro de 2017, disponível em http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/politica/2017/8/38/Investidura2017-horas-constituicao-Republica,ba062826-8ef8-43b1-9556-d901ef33a065.html

MAAN. (2017). Memorial Dr. António Agostinho Neto. Luanda: Memorial Dr. António Agostinho Neto (MAAN). Acesso em 16 de Dezembro de 2017, disponível em http://www.maan.co.ao

 

[1] Graduado no Curso de Administração Pública, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais (CIS), evandro.amaral2015@hotmail.com; 

 

29
Jan18

PORQUÊ QUE A ÁFRICA BRANCA É MAIS DESENVOLVIDA QUE ÁFRICA NEGRA?


Evandro José Coelho do Amaral

Porquê que a África branca é mais desenvolvida que África negra?

Why is white Africa more developed than black Africa?

NewPaper nº 02/2017

Amaral, Evandro José Coelho do [1]

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Resumo

Quando falamos de África, a primeira coisa que vem em nossa mente é destruição, ruínas, doenças, epidemias, fome… Com isso, estimulou na realização deste artigo, para sabemos as razões e motivos, do fraco desenvolvimento da África Subsariana, sendo a região de África com mais recursos naturais.

Palavras-chaves: África branca, África negra e Desenvolvimento.

 

Abstract

When we speak of Africa, the first thing that comes to our mind is destruction, ruins, disease, epidemics, hunger ... In doing so, we stimulated the realization of this article, for reasons and reasons, of the weak development of Sub-Saharan Africa. the region of Africa with more natural resources.

Keywords: White Africa, Black Africa and Development.

 

Introdução

1.Os dois Paradoxos

Esta questão, cria dois paradoxos sobre este assunto: i) no contexto da economia do desenvolvimento, faz-se a seguinte reflexão, sem uma resposta imediata: porquê que a África branca é mais desenvolvida que África negra? Será por influências do ocidente? O fraco desenvolvimento da África negra com excepção da África do Sul, será que foi por motivos de existirem nestes Países regimes ditatoriais? Mas Cuba prevalece com este regime, mas tem um desenvolvimento superior aos demais países da África negra. Voltando nas influências, Haiti é um País afro-americano, e encontra-se localizado no continente americano, em termos de desenvolvimento é um desastre. Uma outra hipótese em análise, pode e tem haver com o processo da escravatura e falta de instrução aos nacionais. O Caso da África do Sul e da Namíbia, são diferentes e tem haver com o tipo de descolonização que foi pacifica, e não implicou a destruição de infra-estruturas, nem houve fuga de quadros (brancos e mestiços). Por fim, será que voltamos na velha teoria que o branco é superior ao negro?

 

Para responder estas perguntas, foi consultado o Dr. Antonio Casimiro Muembanza, sendo negro de pele, é professor de Economia do Desenvolvimento, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais, como sempre afirmei (no meu ponto de vista), a história africana incluindo a sua colonização (apesar de existirem diferentes naturezas de colonizadores), teve impacto sim na actual situação a que a grande maioria dos países africanos se encontra, contudo a história e colonização, não explicam na totalidade os fracassos dos africanos. Alguns países encontram-se em situações piores que os outros. Quando analisamos o percurso histórico dos diferentes países, podemos com alguma facilidade entender que os países que apresentam melhores resultados, em parte porque a sua economia teve uma organização e fundamentos bastante sólidos, baseados nas recomendações de vários pensadores e investigadores, mas acima de tudo, porque foram países que apostaram com maior seriedade na saúde, educação, agricultura e no fortalecimento das suas instituições. ​

 

Por outro lado, o crescimento económico do mundo, acelerou significativamente nos últimos 4 ou 5 séculos, período este que coincidiu com a colonização, dominação e exploração de África pelo Ocidente. Isto, teve e continua a ter um peso considerável na actual situação de África. Contudo, a colonização, pelo menos nos moldes que aconteceu nos últimos 4 ou 5 séculos, já não existe. A África independente me parece pior que a África colonizada, em termos económicos e até sociais, e por quê? Não será por causa da natureza da governação, instituições e políticas económicas adoptadas pelos colonizadores que diferem significativamente das que os autóctones implementam nos nossos dias? Não será por causa da fragilidade institucional, falta de humanismo, perpetuação no poder, falta de serviços básicos de saúde para todos, educação com qualidade, falta de aposta numa agricultura mecanizada, falta de acesso universal aos serviços financeiros e má distribuição da renda, entre outros? Todas estas questões, não encontrarão respostas na colonização ou no ocidente! Apenas nós os africanos devemos e podemos responder.

 

Tendo dito que, não há intromissão nem interesse do ocidente na manutenção do status quo? Claro que existe! A riqueza potencial de África é de longe superior que a de todos outros continentes, e isto, de certa forma preocupa o ocidente, e os motiva em fomentar situações menos favoráveis para o desenvolvimento de África. Trata-se de um jogo de interesses. Mas, só cabe à África e aos africanos, desenvolver a África. Alguns países onde existe ou existia forte presença dos brancos é que demonstram melhores resultados, reforça a ideia institucional que muitos países africanos ignoram, pois, os brancos sempre implementaram instituições propícias para o crescimento e desenvolvimento económicos.

 

No entanto, está comprovado histórica e cientificamente que os negros são dotados das mesmas e provavelmente de melhores habilidades que os brancos, partindo dos mesmos pressupostos: mesma educação, mesmo serviços, mesmo estilo de vida, etc. Desenvolver a África é um desafio do presente e do futuro, e não do passado histórico.

 

O segundo paradoxo é com base aos argumentos do pugilista negro norte-americano Muhammad Ali, que aborda sobre o racismo da seguinte forma: faço perguntas quando viajo a outros países e vejo como as pessoas vivem, eu sempre perguntava a minha mãe: porquê tudo é branco? Porquê Jesus é branco de olhos azuis? Porquê na última ceia, todos são brancos? Os anjos são brancos, Maria, inclusive os anjos. Perguntei: “mãe, depois de morrer vamos ao céu?” Ela disse: “claro”, Eu disse: então, o que aconteceu com todos os negros? eu disse: já sei. É porque, os brancos também estão no céu, os anjos negros, estão na cozinha preparando o leite e o mel.

 

Me perguntava: porquê Tarzan, o rei da selva na África, era branco? (…), com um lençol uivando, e briga com africanos, e quebra mandíbula dos leões e Tarzan fala com os animais e os africanos que estão ali por séculos, não conseguem falar com animais só Tarzan, pode falar? Me perguntava porquê miss América sempre é branca? Tantas mulheres lindas, negras no país, lindos bronzeados e silhuetas, tanta diversidade, mas escolhem sempre os (as) brancos (as), miss mundo era branca, miss universo sempre foi branca e também as coisas: o bolo do anjo era branco e a torta do Diabo, era de chocolate. Eu sempre me perguntava e o presidente vive na Casa Branca, tudo era branco, papai noel é branco e tudo que era mau era negro, o patinho feio era negro, gato preto da azar.

 

Também aborda os ensinamentos de Elijah Muhammad, sobre como doutrinam os negros, como ensinam a amar o branco e odiar o negro, roubaram nossos nomes fomos escravizados, roubaram nossa cultura, roubaram nossa verdade histórica, nos deixaram como homens mortos caminhando, (Coxinha da Deprê, 2016). E uma outra corrente defende que “Deus criou o branco e o diabo criou o negro”, (Santos I. A., 2013).

 

Para finalizar, conforme o africano contribuiu para o desenvolvimento da Europa e América de forma directa e indirecta, hoje o estrangeiro (europeu e americano), também contribuem para o desenvolvimento de África, trago uma frase de reflexão do Jomo Kenyatta, primeiro presidente eleito do Quénia, tendo declarado que, “quando os missionários [brancos] chegaram, os africanos tinham a terra e os missionários tinham a Bíblia. Eles nos ensinaram a rezar de olhos fechados… quando nós os abrirmos, eles tinham a terra e nós tínhamos a Bíblia”, (Jesus U. P., 2013).

 

Conclusão

Em suma, notamos que existe sim, uma grande influência do ocidente [do branco], para África. Aproveita as fragilidades, orgulho e ganância de alguns lideres africanos, para puder criar essa dependência. Conforme dizem, "a melhor maneira de esconder algo de um negro [africano] é colocá-lo dentro de um livro ". Algumas culturas africanas têm sido hostilizado pelos ocidentais, como forma para dependência cultural, económica, social e tecnológica.

Por fim, por evidencias em África, os povos eram muito unidos, até a chegada dos colonizadores, mas o grande culpado da implementação do racismo em África é o homem branco, que incentivou este sistema discriminatório, para inferiorizar o negro, partindo do adagie, que tudo feito pelo branco é bom ou de boa qualidade, desprezando os negros, os brancos também incitaram o racismo do negro para o negro.

Referências Bibliográficas

Coxinha da Deprê. (07 de Janeiro de 2016). Muhammad Ali, Campeão Olímpico foi proibido de comer Cachorro Quente. [Ficheiro de vídeo]. Acesso em 06 de Outubro de 2017, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=9Te78-iRaVw

Jesus, U. P. (2013). Rock de Combate: A Música de Protesto no Interior dos movimentos sociais. Paraná: Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Unioeste. Acesso em 08 de Outubro de 2017, disponível em http://www.congressodorock.com.br/evento/anais/2013/artigos/1/artigo_simposio_2_564_uesleipereiradejesus@hotmail.com.pdf

Santos, I. A. (2013). Direitos Humanos e as Práticas de Racismo. Brasília: Centro de Documentação e Informação Edições Câmara. Acesso em 28 de 09 de 2017, disponível em http://bd.camara.gov.br/bd/bitstream/handle/bdcamara/13516/direitos_humanos_santos.pdf?sequence=2

 

 

[1] Graduado no Curso de Administração Pública, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais (CIS), evandro.amaral2015@hotmail.com; 

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