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Evandro José Coelho do Amaral

Evandro José Coelho do Amaral, Licenciado em Administração Pública pelo INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS SOCIAIS E RELAÇÕES INTERNACIONAIS (CIS). Tel: +244 928 887 135 / +244 993 029 806 (Whatsapp)

Evandro José Coelho do Amaral, Licenciado em Administração Pública pelo INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS SOCIAIS E RELAÇÕES INTERNACIONAIS (CIS). Tel: +244 928 887 135 / +244 993 029 806 (Whatsapp)

Evandro José Coelho do Amaral

20
Fev18

PROFESSORES ESTRANGEIROS, VÃO LECCIONAR EM ANGOLA


Evandro José Coelho do Amaral

PROFESSORES ESTRANGEIROS, VÃO LECCIONAR EM ANGOLA

FOREIGN TEACHERS, WILL LESSON IN ANGOLA

NewPaper nº 18/2018

Amaral, Evandro José Coelho do [1]

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Resumo

O intuito desta pesquisa, foi para contrapor a contratação de professores estrangeiros para leccionar em Angola. Onde o território nacional, já dispõe de muitos licenciados desempregados, assim, pode ser visto pela comunidade académica como “insulto e falta de respeito” aos angolanos. Angola não contrata professores há mais de cinco anos.

Palavras-chaves: Professores, Estrangeiros e Angola.

 

Abstract

The purpose of this research was to counteract the hiring of foreign teachers to teach in Angola. Where the national territory, already has many graduates unemployed, thus, can be seen by the academic community as "insult and disrespect" to Angolans. Angola has not hired teachers for more than five years.

Keywords: Teachers, Foreign and Angola.

 

Introdução

Professores cabo-verdianos devem chegam a Angola em qualquer momento para leccionar em Angola. A solicitação, foi feita pelo ministro angolano da Relações Exteriores, sem o conhecimento da titular da pasta da Educação, Cândida Teixeira, segundo uma fonte ministerial contactada pelo Nova Gazeta (NG). O gesto de Manuel Augusto está a ser visto pela comunidade académica como “insultos e falta de respeito” aos angolanos formados que se encontram desempregados. Licenciados e sindicados sentem-se revoltados e conjecturam uma “convulsão social” com a aplicação da medida. Angola não contrata professores há mais de cinco anos, (Nova Gazeta, 2018).

 

Nas contratações para professores e para a administração de Universidades privadas, os privilégios geralmente vão para os (estrangeiros, principalmente portugueses e cubanos). 

 

No ano passado foi também notícia em destaque na contratação de professores cubanos, onde mal pronunciam o português, também foi palco de muitas críticas. Onde já não se fala acerca desta temática.

 

Então o que se deve fazer, é procurar importar quadros nacionais, qualificados, residentes no estrangeiro, para trabalharem em Angola. Mas lembrando que se for angolano branco e mestiço, será tido por estrangeiro.

 

A nível interno, empregar os licenciados desempregados, nas áreas em que não tivermos capacidade buscamos os estrangeiros.

 

Porque estes terão direito a transporte e ficam alojados na chamada casa de passagem, onde seria para um nacional, esta decisão cria revoltas para muitos angolano.

 

No caso específico de Angola, tem enviado angolanos no exterior desde 1975, onde estudam nas melhores universidades. Uma outra hipóteses, será a fuga ou permanência destes quadros nacionais no exterior?

 

Numa outra hipótese a falta de políticas favorável para estes quadros nacionais. No caso de Cuba, na véspera da revolução cubana, perderam muitos quadros que imigram para Miam (E.U.A), ficaram com poucos quadros, mas conseguiram atingir um desenvolvimento que levar a exportar recursos humanos para o mundo, mas Angola não consegue, por quê?

 

Conclusão

Esta abordagem cria entorno vários paradoxos, a saber:

  • Se há falta de divisas no país, como será pago os estrangeiros? Com isso mostra uma maneira do Governo angolano tirar dividendos.
  • O Governo angolano não reconhece o nacional e os veem de incapacitados.
  • Como ficará o caso dos licenciados nacionais desempregados?

Esta pesquisa deixa muitas lacunas para ser respondida, muitas delas não concordamos na sua abordagem, esperemos um esclarecimento com maior brevidade.

Referências Bibliográficas

Nova Gazeta. (2018). Professores contra o Acordo com Cabo Verde. Luanda: Nova Gazeta.

 

[1] Graduado no Curso de Administração Pública, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais (CIS), evandro.amaral2015@hotmail.com; 

13
Fev18

OS PRIMEIROS EUROPEUS ERAM NEGROS, MAS DEIXARAM DE O SER. SABE PORQUÊ?


Evandro José Coelho do Amaral

OS PRIMEIROS EUROPEUS ERAM NEGROS, MAS DEIXARAM DE O SER. SABE PORQUÊ?

THE FIRST EUROPEANS WERE BLACK, BUT THEY LEFT FROM THE BEING. DO YOU KNOW WHY?

NewPaper nº 17/2018

Amaral, Evandro José Coelho do [1]

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Resumo

O intuito desta pesquisa, foi para contrapor a pesquisa efectuada, onde abordava os primeiros europeus eram negros, mas deixaram de o ser. Trazemos em nossa conclusão bases sólidas das controversas desta abordagem.

Palavras-chaves: Primeiros, Negros e Europeu.

 

Abstract

The purpose of this research was to counter the research carried out, where the first Europeans were black, but they ceased to be. We conclude in our conclusion a solid basis for the controversies of this approach.

Keywords: First, Black and European.

 

Introdução

Chama-se o ‘Homem de Cheddar’ e é o esqueleto humano mais antigo alguma vez encontrado no Reino Unido, mais precisamente na zona de Cheddar.

 

O seu estudo por parte de diversos cientistas britânicos, que levaram a cabo uma análise genética ao esqueleto com cerca de 10 mil anos, permitiu descobrir que os europeus originais não tinham a pele tão clara como hoje em dia acontece, mas sim uma tez escura e olhos claros.

 

“A combinação de uma pele muito escura com olhos azuis não é o que normalmente imaginamos, mas era essa a aparência real” das pessoas há mais de 10 mil anos.

 

Os especialistas explicam, citados pela BBC, o que esteve na origem da mudança da cor da pele.

 

Há 150 mil anos, os povos viviam na zona de África. A sua tez era particularmente escura porque a pigmentação era uma forma de proteger a pele da intensidade dos raios ultravioletas. Estas povoações migraram e instalaram-se no território a que hoje chamamos Europa. Devido ao facto de o sol ser menos intenso no hemisfério norte, a pele foi deixando de ter necessidade de ser tão escura, pois os raios solares eram mais fracos.

 

E assim, gradualmente ao longo de muitos e muitos anos, a pele dos europeus foi clareando. Por essa razão é que os nórdicos têm uma tez muito pálida, um aspeto que se vai alterando à medida que se desce no território europeu em direção ao africano.

 

“Os estudos indicam que processos evolutivos semelhantes a estes ocorreram também em populações que migraram para o leste da Ásia e da África. Nestes locais também se registaram notáveis mudanças na pigmentação da pele dos indivíduos”, explicou o professor da Escola Nacional de Antropologia e História do México, Víctor Acuña.

 

O ‘Homem de Cheddar’ não é, aliás, caso único. Segundo a BBC, em 2014 foram analisados fósseis humanos encontrados na zona de Leão, em Espanha. As análises levadas a cabo na época também concluíram que os restos mortais pertenciam a um indivíduo com a tez escura e os olhos azuis claros [2] (MSN, 2018).

 

Conclusão

Esta abordagem cria entorno vários paradoxos, a saber:

  • A Confirmação que a África é o Berço da humanidade. Sendo considerado um país literalmente da raça negra, devido as questões climática, a imigração para outros continentes determinava a cor da pele (mudavam de raça, como é possível?).
  • Com base a esta matéria, conseguimos confirmar à alegação das Organização das Nações Unidas (ONU), que afirma existir apenas a raça humana.
  • Existe casos, de negros nascido na Europa e morrem negro, qual é a explicação?
  • Não confirmamos a teoria que o branco é superior que o negro.
  • No entanto, está comprovado histórica e cientificamente que os negros são dotados das mesmas habilidades que o branco, por quê que, os africanos não conseguem desenvolver África?
  • Será que o clima determina para a sabedoria (conhecimento, etc.)?

Esta pesquisa deixa muitas lacunas para ser respondida, muitas delas não concordamos na sua abordagem, esperemos um esclarecimento com maior brevidade.

 

[1] Graduado no Curso de Administração Pública, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais (CIS), evandro.amaral2015@hotmail.com; 

 

[2] Obtido pelo site da Msn: https://www.msn.com/pt-pt/noticias/tecnologia/os-primeiros-europeus-eram-negros-mas-deixaram-de-o-ser-sabe-porqu%C3%AA/ar-BBIZR1B?li=BBoPEwF

11
Fev18

SOLUÇÕES PARA O INAAREES – INSTITUTO NACIONAL DE AVALIAÇÃO ACREDITAÇÃO E RECONHECIMENTO DE ESTUDOS


Evandro José Coelho do Amaral

SOLUÇÕES PARA O INAAREES – INSTITUTO NACIONAL DE AVALIAÇÃO ACREDITAÇÃO E RECONHECIMENTO DE ESTUDOS

 SOLUTIONS FOR THE INAAREES - NATIONAL INSTITUTE OF EVALUATION ACCREDITATION AND RECOGNITION OF STUDIES

NewPaper nº 16/2018

Amaral, Evandro José Coelho do [1]

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Resumo

O intuito desta pesquisa, foi para saber as dificuldades na prestação de serviço de homologação e reconhecimento de estudos (interno e externo). Daí foi trazido soluções para colmatar esses problemas que vem causando nos utentes.

Palavras-chaves: INAAREES, Homologação e Angola.

 

Abstract

The purpose of this research was to know the difficulties in providing service of homologation and recognition of studies (internal and external). From there, solutions have been brought to fill these problems that have been causing in the users.

Keywords: INAAREES, Homologation and Angola.

 

Introdução

O INAAREES – Instituto Nacional de Avaliação Acreditação e Reconhecimento de Estudos é uma entidade prestadora de serviço do Ministério do Ensino Superior, Ciências, Tecnologia e Inovação. Localizado no:

  • Município do Talatona, Distrito Urbano do Talatona, Condomínio Dolce Vita, Office Tower, lote 3, edifício C, loja B, Luanda – Angola.
  • Município do Belas, Distrito Urbano do Kilamba, bloco B3, Luanda – Angola.

 

Horário de atendimento ao público: as segundas-feiras das 08h30 às 14h00, recepção de processos de homologação e reconhecimento de estudos. Terças-feiras das 08h30 às 14h00, entrega das declarações de acordo a data provável de recepção do recibo ou após contacto telefónico.

 

Outras informações: atendimento às reclamações de estudos feitos no exterior, quintas-feiras das 08h30 às 12h00. Atendimento às reclamações de estudos feitos em Angola, terças-feiras das 08h30 às 14h00.

 

A problemática desta pesquisa tem haver da demora na entrega das declarações de homologação e reconhecimento de estudo, que está a levar 8 meses ou 1 ano. Com isso, procuramos saber os motivos que estão na base do incumprimento das obrigações ou deveres do INAAREES. Porque coloca-se várias variantes a saber: corrupção, pessoal incapacitado, a não utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação, a falta de investimento nesta entidade, falta de fiscalização, a falta de cumprimento da lei, o não cumprimento das obrigações estabelecidas, falta de motivação sobretudo salarial, a falta de quadros, entre outras.

 

Onde actualmente esta entidade, presta serviços a todos indivíduos que terminou o seu estudo superior no exterior e no território nacional. Mas com apenas duas sedes (já referenciadas).

 

  1. Propostas de melhorias para o INAAREES

Abaixo iremos trazer algumas sugestões/propostas de melhorias para o INAAREES:

  1. Seria ideal, que as instituições do ensino superior é que deveriam dirigir-se ao INAAREES, sobretudo as instituições nacionais. Iria reduzir os custos de transporte por parte do INAAREES e que poderia de tal maneira diminuir o tempo da entrega das declarações de homologação e reconhecimento de estudo.
  2. Criar condições tecnológica para servir de elo mediador entre as instituições do ensino superior e o INAAREES, que todas instituições de ensino superior seriam cadastradas, afim de estabelecerem ligação/comunicação com o INAAREES. Assim, estás instituições poderiam fazer o envio dos certificados e diplomas dos estudantes. E depois o envio das declarações de homologação e reconhecimento de estudo, embora poderia ser feito pelo correio de Angola, atendendo que estão com alguns problemas que já estão a ser resolvidos.
  3. Procurar saber quantas instituições do ensino superior em Angola, para serem colocadas uma repartição do INAAREES, em cada instituição, afim de facilitar os seus serviços.
  4. Acreditamos de não ser necessário em reconhecer certificado ou diplomas de instituições de ensino superior em Angola. Apresentando assim, a não credibilidade das instituições nacionais. Pensamos que seria apenas, passar a homologação e reconhecimento de estudo feito no exterior do país.
  5. Fazer concurso público e entregar o INAAREES ao sector privado, afim de obterem maior eficiência e eficácia na gestão.
  6. Para os indivíduos que realizaram os seus estudos no exterior, dever-se-ia criar uma repartição nos consulados da República de Angola, afim de ser realizado a homologação e reconhecimento do estudo.
  7. Apostar na utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação, como por exemplo criar um site/portal do INAAREES, para prestar serviços via online, onde os utentes poderiam enviar os seus certificados e diplomas via online ou ainda na capacitação de instrumentos, ferramentas TIC para melhorarem a sua gestão e bem como na capacitação dos seus colaboradores.

 

Conclusão

Em suma, percebemos que o INAAREES, deveria levar em conta os seguintes elementos: i) Disponibilidade: deve ser uma organização com uma implantação local generalizada (em todo território nacional); ii) Confiabilidade: o INAAREES, deve estar preocupado com a densidade populacional de Angola, porque o território nacional, já não se encontra em guerra ou com perigos de minas. Onde a procura é maior para a homologação e reconhecimento de estudo; iii) Acessibilidade: tem haver com os preços practicados pelo INAAREES, que deve ser acessível para todos os cidadãos; iv) Sustentabilidade: a indisponibilidade dos serviços prestados pelo INAAREES, não vem criar sustentabilidade por parte dos cidadãos, porque tem revoltado os utentes, levando a stress, desmotivação, aborrecimento e a frustração.

 

Em Angola, possui problemas estruturais, ou seja, em todos os sectores. Assim, cria dificuldades para o melhoramento dos outros sectores. Na falha ou o não funcionamento pleno de um sector prejudica outros sectores.

 

A outra questão tem haver pelo comunicado do Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior (INAAREES), que torna Público que as declarações definitivas de reconhecimento de estudos, emitidas pela Universidade Agostinho Neto (UAN), são válidas para todos os efeitos legais e não necessitam de certificação adicional por parte do INAAREES. Por quê apenas a Universidade Agostinho Neto (UAN)?

 

O uso das Tecnologias de Informação e Comunicação, poderia ajudar o INAARES, acabar com o excesso de burocracia da sua instituição.

 

Por outro lado, o atraso que se regista no processo de homologação, acreditação e reconhecimento dos certificados e diplomas do ensino superior, segundo Armando Machado, tem a ver com factores como a falta de cumprimento da lei, sobretudo quanto à criação da instituição de ensino e dos cursos quer a nível nacional, quer no estrangeiro, bem como à demora na entrega de livros dos graduados e das respostas das instituições, fraude nas notas, diferenças na designação do curso e a falta de coincidência do certificado com a grelha curricular publicada no Diário da República.

 

“Uma coisa é o documento assinado e carimbado. Outra coisa é a veracidade da informação do documento. Será que a pessoa que entregou o documento é médico? Estudou mesmo? O nosso trabalho é a confirmação", explicou.

 

Disse que a formação de graduação, pós-graduação ou doutoramento realizada no estrangeiro em regime semi-presencial e com pouca carga horária ou de curta duração é considerada ilegal, pelo que a sua validação é indeferida de acordo com a lei. Referiu que a legislação em vigor e que serve de base para aprovação de um curso do ensino superior em Angola estabelece uma carga de três mil e quinhentas horas, nas formações de engenharia cinco mil e nos cursos de medicina seis mil horas.

 

Armando Machado anunciou a assinatura, em breve, de um acordo de cooperação para o reconhecimento da formação superior com a Rússia, para que os quadros formados tanto lá como em Angola possam exercer a profissão e trabalhar sem restrições nos dois países.

 

O Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior foi criado em 2013, pelo Decreto Presidencial 172/13 de 20 de Outubro, com a missão de promover a qualidade do ensino superior a nível nacional, homologar, acreditar e avaliar a criação de instituições e cursos do subsistema do ensino superior.[2]

 

Estes atrasos têm dificultando muitos cidadãos à não trabalharem (sobretudo não conseguem dar aulas), não conseguem continuar os seus estudos de pós-graduação quer interna ou externa.

 

[1] Graduado no Curso de Administração Pública, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais (CIS), evandro.amaral2015@hotmail.com; 

[2] Jornal de Angola. (2017). Rigor no reconhecimento dos diplomas. Luanda: Jornal de Angola. Obtido em 01 de Fevereiro de 2018, de http://jornaldeangola.sapo.ao/sociedade/saude_e_educacao/rigor_no_reconhecimento_dos_diplomas

 

11
Fev18

A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA


Evandro José Coelho do Amaral

A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANGOLANA

THE ANGOLAN PUBLIC ADMINISTRATION

NewPaper nº 15/2018

Amaral, Evandro José Coelho do [1]

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Resumo

Este artigo, vem apresentar a administração pública angolana, de acordo com a Constituição da República de Angola e da Lei.

Palavras-chaves: Administração, Estado e Angolana.

 

Abstract

This article presents the Angolan Public Administration, according to the constitution of the Republic of Angola and the Law.

Keywords: Administration, State and Angolan.

 

Introdução

A Administração Pública tem como objectivo trabalhar em favor do interesse público e dos direitos e interesses dos cidadãos que administra. “Administrar significa não só prestar serviço executá-lo como, igualmente, dirigir, governar, exercer a vontade com o objectivo de obter um resultado útil e que até, em sentido vulgar, administrar quer dizer traçar programa de acção e executá-lo”, Di Pietro (2010, p. 44).

 

Em suma, podemos definir Administração Pública como toda actividade do Estado.

 

A Administração Pública é o sistema de serviços, organismo e entidades, que actuam de modo regular e contínuo para a cabal satisfação das necessidades colectivas. A Administração Pública angolana pode ser repartida em três Grupos, de acordo aos artigos 201.º e 213.º da Constituição da República de Angola de 2010, designadamente:

 

Administração Directa:

  • Administração Central: Competência extensiva a todo o território nacional (Presidência da República, Vice-Presidência da República, ministérios e Secretarias de Estado).
  • Administração Local / Periférica (interna e externa): Competência restrita a certas áreas ou circunscrições Governos provinciais, Administrações Municipais e Administrações Comunais

 

Administração Indirecta do Estado:

Entes personificados que realizam os fins do Estado. Gozam de autonomia administrativa, financeira e patrimonial.

  • Institutos Públicos: Institutos Públicos - Pessoas colectivas de natureza institucional dotadas de personalidade jurídica: INSS, INEA, Laboratório de Engenharia, IFAL…
  • Empresas Públicas: Pessoas colectivas de natureza empresarial, com fim lucrativo, que visam a prestação de bens ou serviços de interesse público, com total capital do Estado (Sonangol, TAAG, ENAD, ENANA).

 

Administração Autónoma:

São as entidades que prosseguem interesses próprios das pessoas que as constituem e que definem com independência a orientação da sua actividade.

 

  1. Associações Públicas:
  • Associações de entidades Públicas – Associações municipais
  • Associações Públicas de Entidades Privadas – Ordens Profissionais
  1. Autarquias Locais;
  2. Autoridades Tradicionais;
  3. Outras Formas de Organização e Participação dos cidadãos;

 

1.Princípios do Direito Administrativo Angolano

  1. Prossecução do Interesse Público (Artigo nº 198º, nº 1 CRA): os funcionários encontram-se ao serviço exclusivo da comunidade e dos cidadãos, prevalecendo sempre o interesse público sobre os interesses particulares ou de grupo (artigo nº 198º, nº 1 CRA; artigo 1º, nº 1 da Lei 17/90, de 20 de Outubro; artigo 3º, nº 1 do Decreto 33/91, de 26 de Julho; ponto nº 4 do capítulo II da Resolução 27/94, de 26 de Agosto; alínea f) do artigo 3º e artigo 9º, ambos da Lei 03/10, de 29 de Março).
  2. Princípio da Legalidade: os funcionários actuam em conformidade com os princípios constitucionais e de acordo com a lei e o direito (artigo 6º e artigo nº198º, nº 1 CRA; artigo 1º, nº 2 da Lei 17/90, de 20 de Outubro; artigo 4º, nº 1 do Decreto 33/91, de 26 de Julho; ponto nº 5 do capítulo II da Resolução 27/94, de 26 de Agosto, alínea a) do artigo 3º e artigo 4º, ambos da Lei 03/10, de 29 de Março).
  3. Princípio da Igualdade: os funcionários não podem beneficiar ou prejudicar qualquer cidadão em função da sua ascendência, sexo, raça, língua, convicções políticas, ideológicas ou religiosas, situação económica ou condição social (artigo 23º e artigo nº 198º, nº 1 CRA; ponto nº 10 do capítulo III da Resolução 27/94, de 26 de Agosto).
  4. Princípio da Justiça e da Imparcialidade: os funcionários, no exercício da sua actividade, devem tratar de forma justa e imparcial todos os cidadãos, actuando segundo rigorosos princípios de neutralidade (artigo nº 198º, nº 1 CRA; artigo 1º, nº 2 da Lei 17/90, de 20 de Outubro; ponto nº 6 do capítulo II da Resolução 27/94, de 26 de Agosto; alínea e) do artigo 3º e artigo 8º, ambos da Lei 03/10, de 29 de Março).
  5. Princípio da Proporcionalidade: os funcionários, no exercício da sua actividade, só podem exigir aos cidadãos o indispensável à realização da actividade administrativa (artigo nº 198º, nº 1 CRA; ponto nº 11 do capítulo III da Resolução 27/94, de 26 de Agosto).
  6. Princípio da Colaboração e da Boa-Fé: os funcionários, no exercício da sua actividade, devem colaborar com os cidadãos, segundo o princípio da Boa Fé, tendo em vista a realização do interesse da comunidade e fomentar a sua participação na realização da actividade administrativa (ponto nº 9 do capítulo III da Resolução 27/94, de 26 de Agosto).
  7. Princípio da Informação e da Qualidade: os funcionários devem prestar informações e/ou esclarecimentos de forma clara, simples, cortês e rápida (ponto nº 12 do capítulo III e ponto 20 do capítulo V da Resolução 27/94, de 26 de Agosto).
  8. Princípios da Lealdade: Os funcionários, no exercício da sua actividade, devem agir de forma leal, solidária e cooperante (ponto nº 19 do capítulo IV e nº 21 do Capítulo V da Resolução 27/94, de 26 de Agosto; alínea k) do artigo 3º e artigo 14º, ambos da Lei 03/10, de 29 de Março).
  9. Princípios da Integridade: Os funcionários regem-se segundo critérios de honestidade pessoal e de integridade de carácter (ponto nº 7 do capítulo II da Resolução 27/94, de 26 de Agosto; alínea h) do artigo 3º e artigo 11º, ambos da Lei 03/10, de 29 de Março).
  10. Princípio da Competência e Responsabilidade: Os funcionários agem de forma responsável e competente, dedicada e crítica, empenhando-se na valorização profissional (artigo 3º, nº 2 do Decreto 33/91, de 26 de Julho; ponto nº 7 e 8 do capítulo II da Resolução 27/94, de 26 de Agosto; alíneas c) e g) do artigo 3º e artigos 6º e 10º, todos da Lei 03/10, de 29 de Março).
  11. Princípio do Respeito pelo Património Público: O servidor público deve abster-se das práticas que lesem o património público (alínea d) do artigo 3º e artigo 7º, ambos da Lei 03/10, de 29 de Março).
  12. Princípio da Probidade: os servidores públicos não podem solicitar ou aceitar, para si ou para terceiros, directa ou indirectamente quaisquer presentes, empréstimos, facilidades ou em geral, quaisquer ofertas que possam pôr em causa a liberdade da sua acção, a independência do seu juízo e a credibilidade e autoridade da Administração Pública (ponto nº 13 do capítulo III da Resolução 27/94, de 26 de Agosto, alínea b) do artigo 3º e artigo 5º, ambos da Lei 03/10, de 29 de Março).

 

2. Direitos e Garantias dos Administrados

De acordo com nºs 1, 2, 3 e 4 do artigo 200.º da Constituição da República de Angola: 1. Os cidadãos têm direito de ser ouvidos pela administração pública nos processos administrativos susceptíveis de afectarem os seus direitos e interesses legalmente protegidos. 2. Os cidadãos têm direito de ser informados pela administração sobre o andamento dos processos em que sejam directamente interessados, bem como o de conhecer as decisões que sobre eles forem tomadas. 3. Os particulares interessados devem ser notificados dos actos administrativos, na forma prevista por lei, os quais carecem de fundamentação expressa quando afectem direitos ou interesses legalmente protegidos. 4. É garantido aos particulares o direito de acesso aos arquivos e registos administrativos, sem prejuízo do disposto na lei em matérias relativas à segurança e defesa, ao segredo de Estado, à investigação criminal e à intimidade das pessoas.

 

3.Gestão Pública e sua Característica

A Gestão Pública é uma actividade de Administração executada pelo Estado, criada com interesse de satisfazer as necessidades dos cidadãos. No entanto, não deixa de ser um processo que exige uma  mudança tanto para o Estado como  para os utentes, uma  vez que ambas  as  partes  respeitam  normas  e  princípios  fundamentais  da  Gestão  Pública, (Azevedo, 2007).

 

A Gestão Pública não sofre a pressão para reduzir os custos e aumentar a eficiência, uma vez que as restrições são legais e regularizadas para a sua actuação. Mas por outro lado a gestão pública sofre  influências políticas  dos partidos e grupos da oposição, mas devem ficar cientes à pressão dos cidadãos, visto que contribuem para o aumento das receitas públicas, (Azevedo, 2007).

  • Os gestores do topo têm a sua actividade mais exposta à opinião pública, menos autonomia de decisões estratégicas e menor autoridade sobre os subordinados;
  • As decisões estratégicas são mais vulneráveis a interrupções de grupos externos;
  • As organizações públicas produzem bens e serviços e as suas actividades são rotineiras, uma vez que lidam com situações de externalidades;
  • Os gestores públicos estão sujeitos a intenso escrutínio público e têm um alto grau de honestidade, abertura e accountability, (Rocha, 2011). 

Hoje em dia, com a evolução das novas tecnologias de informação e comunicação e uma economia baseada em inovações, é importante falar da nossa Administração Pública, dos nossos serviços e pensar no melhoramento contínuo da qualidade de serviço prestado pela Administração Pública. No entanto, podemos notar que a nossa economia agora é mais bem estruturada graças à boa gestão e às novas tecnologias de informação, isto é, com essas ferramentas o serviço torna-se mais eficiente e eficaz principalmente na divulgação dos dados, na promoção da transparência, interactividade e acesso dos cidadãos-utentes aos serviços, passando estes a poderem ser prestados através de vários canais (presencial, web e voz).   

 

Um outro factor importante na gestão de qualidade dos serviços é o trabalho em equipa, ou seja, é uma das fermentas que contribui no processo da melhoria contínua dos serviços públicos, mobiliza as pessoas na quebra de barreiras a qualidade, promove a comunicação interna das organizações e motiva os funcionários para o esforço conjunto de melhorar os seus serviços de modo que possam minimizar as falhas, (Azevedo, 2007). 

 

Conclusão

Ponderando tudo que foi visto atrás podemos concluir a gestão democrática é de suma importância para implementação de políticas públicas sustentáveis, sendo que o Estatuto da Cidade é o instrumento democrático de maior influência, pois aponta directrizes básicas para uma planificação urbana estruturada e ainda, tem-se o Plano Director que vem para efectivar a participação popular e gestão democrática na elaboração de políticas públicas adequadas.

 

Outra política a ser adoptada é a participação da sociedade civil nas discussões deliberativas, podendo sugerir alternativas, pois conhece os problemas locais, sendo também uma estratégia de fortalecimento da gestão e de enriquecimento de alternativas para superação das condições sociais impostas pela pobreza e por um meio ambiente degradado. Esse é o papel da administração pública orientada para o desenvolvimento económico.

Referências Bibliográficas 

Azevedo, A. (2007). Administração Pública Modernização Administrativa, Gestão e Melhoria dos Processos Administrativos CAF e SIADAP. Vida Económica.

Di Pietro, M. S. (2010). Direito Administrativo (23ª ed.). São Paulo: Atlas.

Rocha, O. J. (2011). Gestão Pública - Teoria, modelos e práticas. Escolar editora, Lda.

 Legislação Consultada:

  1. Constituição da República de Angola de 2010.
  2. Lei nº 3/10. Lei da Probidade Pública. (29 de Março de 2010). [I Série – N.º 57]. Luanda: Imprensa Nacional.
  3. Decreto 33/91. Regime Disciplinar dos Funcionários Públicos e Agentes da Administração Pública. (26 de Julho de 1991). [I Série – N.º 31]. Luanda: Imprensa Nacional.
  4.  Lei 17/90. Sobre os Princípios a Observar pela Administração Pública. (20 de Outubro de 1990). [I Série – N.º 46]. Luanda: Imprensa Nacional.

 

[1] Graduado no Curso de Administração Pública, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais (CIS), evandro.amaral2015@hotmail.com; 

11
Fev18

A NOVA DIVISÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVO DA PROVÍNCIA DE LUANDA


Evandro José Coelho do Amaral

A NOVA DIVISÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVO DA PROVÍNCIA DE LUANDA

THE NEW ADMINISTRATIVE POLITICAL DIVISION OF THE PROVINCE OF LUANDA

NewPaper nº 14/2018

Amaral, Evandro José Coelho do [1]

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Resumo

Este artigo, tem com objectivo de informar, esclarecer sobre a nova divisão político-administrativo da província de Luanda e os constrangimentos da mesma para os cidadãos.  

Palavras-chaves: Cidade, Província e Luanda.

 

Abstract

This article aims to inform, clarify about the new political-administrative division of the province of Luanda and the constraints of it for the citizens.

Keywords: City, Province and Luanda.

 

Introdução

O município de Luanda coincide com a cidade de Luanda.  Trata-se  da  terceira  maior  cidade lusófona,  depois  das cidades brasileiras de São  Paulo e  Rio Janeiro, (Governo da Província de Luanda, 2014).

 

Sendo a capital de Angola, Luanda, alberga mais de 6.945.386 de habitantes, segundo os dados (INE, 2016), em resultado do êxodo rural, e da chegada massiva de angolanos da diáspora durante os últimos trinta anos.

 

Ainda segundo o Governo Provincial de Luanda (2015), no sentido de elevar os níveis de condições de vida da população, é necessária a reabilitação e modernização do centro da cidade, e a sua expansão, rumo a novos eixos, com objectivo de lhe conferir um enquadramento urbanístico de grande qualidade.

 

Em  termos  de  dimensão  geográfica,  o  município  da  Quiçama  é  incomparavelmente  o  maior, enquanto que o município com  menor dimensão é o do Cazenga, (Governo da Província de Luanda, 2014).

 

Luanda era o nome do baculamento ou tributo pago “voluntariamente” pelos sobas à Coroa Portuguesa, como forma de reconhecimento de vassalagem aos senhores do Ndongo; Luanda significava também região plana, o que parece não fazer muito sentido se atendermos ao espaço ocupado actualmente pela cidade. Porém, Luanda, a Luanda dos fins do século XVI, pouco se estendia para além da Praia e da Praia Grande, bairros que confrontavam com a ilha de Luanda, que provavelmente lhe deu o nome. Luanda significa também rede, de tipóia, de pesca; Luanda também designada Cidade de Angola, Porto de Angola, Vila de Olanda ou por Cidade, (Parreira, 1990).

 

 1. Apresentação da Nova Divisão Político Administrativo da Província de Luanda
Hoje, com a nova divisão política e administrativa de Luanda, conforme a Lei n.º 18/16 de 17 de Outubro de 2016, a Província de Luanda, com sede na Cidade de Luanda, conta com Nove (9) Municípios. Entre eles: Município de Luanda, Icolo e Bengo, Quiçama, Cacuaco, Cazenga, Viana, Belas, Kilamba Kiaxi e Talatona.
A ilustração abaixo, será apresenta um resumo da Nova Divisão Político-administrativo da Província de Luanda:

 

1. Município de Luanda: Tem 7 Distritos Urbanos:
• Sambizanga, Rangel, Maianga, Ingombota, Samba, Neves Bendinha e Ngola Kiluanje.


2. Município Icolo e Bengo: Tem 6 Comunas e 2 Distritos Urbanos:
Comunas:
• Cassoneca, Cabiri, Bom Jesus, Caculo Cahango e Quiminha.
Distritos Urbanos:
• Catete e Bela Vista

 

3. Município da Quiçama: Tem 5 Comunas:
• Muxima, Demba Chio, Chixinge, Mumbondo e Cabo Ledo.

 

4. Município do Cacuaco: Tem 1 Comuna e 4 Distritos Urbanos:
Comuna:
• Funda.
Distritos Urbanos:
• Kikolo, Cacuaco, Mulenvos Baixos e Sequele.

 

5. Município do Cazenga: Tem 6 Distritos Urbanos:
• Cazenga, Hoji-ya-Henda, 11 de Novembro, Kima Kieza, Tala Hadi e Kalawenda.

 

6. Município de Viana: Tem 5 Comuna e 6 Distritos Urbanos:
Comuna:
• Calumbo.
Distritos Urbanos:
• Viana, Estalagem, Baia, Kikuxi, Zango e Vila Flor.

 

7. Município do Belas: Tem 1 Comuna e 6 Distritos Urbanos:
Comuna:
• Barra do Kwanza.
Distritos Urbanos:
• Quenguela, Morro dos Veados, Ramiros, Vila Verde, Cabolombo e Kilamba.

 

8. Município Kilamba Kiaxi: Tem 4 Distritos Urbanos:
• Golfe, Sapú, Palanca e Nova Vida.

 

9. Município do Talatona: Tem 1 Comuna e 6 Distritos Urbanos:
Comuna:
• Mussulo.
Distritos Urbanos:
• Benfica, Futungo de Belas, Lar do Patriota, Talatona, Camama e Cidade Universitária.

 

Conclusão

Chegando ao final deste artigo, muitos bairros, ruas, avenidas existe na boca do povo e em algumas vitrinas das empresas públicas e privadas, mas não se encontra na nova divisão político-administrativo da Província de Luanda.

 

Identificamos muitos erros nos nomes das ruas e avenidas. A confusão que é feita com o K (Q ou C), Y (I) e J (G).

 

Esta Lei n. º 18/16 de 17 de Outubro de 2016, não está bem explicita. Até a presente data encontrasse em papel e não prática.

 

O Decreto Presidencial n.º 47/12 de 22 de Março de 2012, reconhecia alguns bairros, a nova divisão político-administrativa da Província de Luanda, não aborda nenhum bairro.

 

Não percebemos como funciona a lei da toponímia, existe atribuição de ruas, avenidas onde não são explicadas as razões do efeito. Segundo a Lei n. º 14/16 de 12 de Setembro de 2016 – Lei da Toponímia, no seu artigo 9.º (Procedimento para apresentação de proposta de topónimo): 1.apresentação de proposta de toponímia obedece aos seguintes requisitos: a) indicação da localização exacta da circunscrição territorial; b) fundamentação do topónimo. Conforme observamos na lei, onde na prática não é seguido o que está legislado.

 

Acredita-se dentro em breve a revogação da nova divisão político-administrativo da Província de Luanda que é a Lei n. º 18/16 de 17 de Outubro de 2016 ou teremos várias rectificações, como exemplo a rectificação n. º 6/17 de 3 de Julho de 2017.

Referências Bibliográficas

Governo da Província de Luanda. (2014). Plano de Desenvolvimento Provincial 2013/2017 . Luanda: Governo da Província de Luanda.

Governo Provincial de Luanda. (2015). Perfil da Província. Luanda: Governo de Angola. Obtido em 26 de Junho de 2017, de http://www.luanda.gov.ao/InformacoesProvinciais.aspx?tipo=Perfil

INE. (2016). Recenseamento Geral da População e Habitação: Resultados Definitivos. Luanda: INE.

Parreira, A. (1990). Dicionário Glossográfico e Toponímico da documentação sobre Angola – séculos XV-XVII. Lisboa : Editorial Estampa.

 

Legislação Consultada:

  • Lei n.º 18/16. Nova Divisão Político-administrativo da Província de Luanda. (17 de Outubro de 2016). [I Série – N.º 173]. Luanda: Imprensa Nacional.
  • Decreto Presidencial n.º 47/12. Define os Distritos Urbanos da Cidade de Luanda. (22 de Março de 2012). [I Série – N.º 56]. Luanda: Imprensa Nacional.
  • Lei n.º 14/16. Lei de Bases da Toponímia. (12 de Setembro de 2016). [I Série – N.º 155]. Luanda: Imprensa Nacional.

 

 

[1] Graduado no Curso de Administração Pública, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais (CIS), evandro.amaral2015@hotmail.com; 

11
Fev18

SOBRE A CIDADE DE LUANDA


Evandro José Coelho do Amaral

SOBRE A CIDADE DE LUANDA

ABOUT THE CITY OF LUANDA

NewPaper nº 13/2018

Amaral, Evandro José Coelho do [1]

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Resumo

Este artigo, vem dar de presente aos 442 anos da cidade de Luanda, este trabalho tem por finalidade em ajudar a esclarecer e mostrar os constrangimentos da nova divisão político-administrativo da Província de Luanda para os cidadãos.

Palavras-chaves: Cidade, Município e Luanda.

 

Abstract

This article, which comes to give a present to the 442 years of the city of Luanda, this work aims to help clarify and show the constraints of the new political-administrative division of the Province of Luanda for citizens.

Keywords: City, Municipality and Luanda.

 

Introdução

Luanda, cidade do noroeste de Angola, capital do país e do distrito de Luanda, situada nas margens do Oceano Atlântico, foi fundada a 25 de Janeiro de 1576, pelo navegador português, Paulo Dia de Novais. É a maior cidade de Angola, possui um porto de águas profundas e um aeroporto internacional, que são as fontes para entrada e saídas de mercadorias e passageiros. Possui também o maior parque industrial de Angola, (Enciclopédia Microsoft Encarta, 1993-2001).

 

Iremos mostrar constrangimento que tem haver com: a Província de Luanda, o município de Luanda e a Capital/Cidade de Luanda.

 

O Decreto Presidencial n.º 47/12 de 22 de Março de 2012, que definia os distritos urbanos que compreendem a Cidade de Luanda. A Cidade de Luanda era constituída pelos seguintes Distritos Urbanos:

  1. Distrito Urbano da Ingombota;
  2. Distrito Urbano da Maianga;
  3. Distrito Urbano do Kilamba Kiaxi;
  4. Distrito Urbano do Rangel;
  5. Distrito Urbano da Samba;
  6. Distrito Urbano do Sambizanga.

Figura nº 1. Cidade de Luanda

mw-860.jpg

 Fonte: (HojeMacau, 2017).

 

Na corrente popular, reconhece a cidade de Luanda, sito no Distrito Urbano da Ingombota (município de Luanda). Mas em termos administrativos até ao momento continuam a reconhecer o município de Luanda como Cidade. Plano Geral Metropolitano da Província de Luanda, não aborda com precisão acerca da cidade de Luanda e nem o limite geográfico da mesma.

 

Na nova divisão político-administrativo da Província de Luanda, a Lei n.º 18/16 de 17 de Outubro de 2016, não aborda acerca da cidade de Luanda. Sendo Luanda uma Província de Angola e a capital. Administração Pública, deveria criar campanha de sensibilização para esclarecimento na população angolana e implementação logo a Lei n.º 18/16 de 17 de Outubro de 2016.

 

O Município de Luanda, com sede em Ingombota, tem como limites geográficos o ponto na linha de costa do Oceano Atlântico que liga o muro de vedação a Leste da Fábrica da Nova Cimangola até interceptar a Estrada de Cacuaco junto às antenas da 

 

Marconi; a Estrada de Cacuaco para Oeste até a ponte sobre a linha férrea (Luanda/ Catete); a linha férrea para Sul até a ponte da Vala de drenagem das águas pluviais (Cazenga/ Cariango);  o curso deste rio para Jusante até a sua confluência no rio Cambamba; o curso deste rio para jusante até interceptar a ponte na Avenida Pedro de Castro Van-Dúnem (Loy);

 

A Avenida Pedro de Castro Van-Dúnem (Loy) em direcção sudoeste até ser interceptada pela Rua 21 de Janeiro (Rua do Kikagil); esta Rua até interceptar a Avenida 21 de Janeiro; a Avenida 21 de Janeiro em direcção Sul até ser interceptada pela Estrada da Samba; a Estrada da Samba em direcção Noite até ser interceptada pela Vala de Drenagem das águas pluviais que passa junto do Clube das Nações Unidas; a Vala de Drenagem das águas pluviais para jusante até a sua foz no Oceano Atlântico; a linha de costa do Oceano Atlântico para Noite até ao ponto na linha de costa do Oceano Atlântico que liga o muro de vedação Leste da Fábrica da Nova Cimangola», ( Rectificação n.º 6/17 de 3 de Julho de 2017).

 

Segundo Lei n.º 18/16 de 17 de Outubro de 2016, o Município de Luanda compreende os Distritos Urbanos:

  • Distrito Urbano do Sambizanga;
  • Distrito Urbano do Rangel;
  • Distrito Urbano da Maianga;
  • Distrito Urbano da Ingombota;
  • Distrito Urbano da Samba;
  • Distrito Urbano do Neves Bendinha e
  • Distrito Urbano do Ngola Kiluanje. 

Conclusão

Chegando ao final deste artigo, percebemos que os problemas que a Europa possuía no Século XIX, como do lixo, esgoto, falta de água, ruas de areia, habitação, transporte, ausência de espaços de lazer e doenças é actualmente os grandes problemas ou desafios da Província de Luanda.

 

Na  época  colonial,  segundo  a  história  afirmava-se  que  a  Cidade  de  Luanda,  foi projectada  para  habitar  500.000  indivíduos,  tendo  conquistado  a  Independência Nacional, em 11 de Novembro de 1975, após uma intensa guerra civil que terminou no ano  de  2002;  Este  conflito  armado,  vitimou  muitos  angolanos,  também  causou  à destruição de muitas infra-estruturas e que depois causou o êxodo rural para Luanda, sendo actualmente com base a fonte do INE a Província que mais alberga angolanos.

 

Luanda carece de muitos elementos, segundo Arturo Mata: onde não vive uma árvore não pode viver um ser humano. Acrescido com a carta de Atenas de Le Corbusier o funcionalismo racionalista carbusiano a cidade deve ser redigida pela escala humana, o que implica a necessidade da sua organização com base em quatro funções chaves do homem dentro da cidade: i) habitação: principal localização privilegiada com relação aos ventos, paisagem e topografia; diminuição da densidade, construções elevadas do solo e presença de áreas verdes; ii) lazer: todo bairro residencial deverá ter área verde, relação  entre  áreas  verdes  e  funções  públicas  como  escolas  e  instituições  de  uso comunitário, preparação de locais para o lazer: parques, exportes, praias, ginásios; iii) trabalho: aproximar as casas dos locais de trabalho; isolamento da zona industrial; bom sistema de transporte;  ix) circulação: função vital, hierarquia viária, separação entre automóveis e pedestres, as vias de grande tráfego são isoladas por vegetação.

 

Confirmamos as palavras do Governador de Luanda Adriano de Carvalho que admite que a “Província de Luanda tem problemas de difícil resolução".  Afirma-se poderá acontecer o fim do mundo e que muitos angolanos poderão não ver desenvolvimento de Luanda e se calhar nem os seus netos.

Referências Bibliográficas 

Enciclopédia Microsoft® Encarta© 1993-2001.

HojeMacau. (2017). Luanda | Empresa chinesa substitui Odebrecht. Macau: Fábrica de Notícias, Lda. Obtido em 31 de Dezembro de 2017, de https://hojemacau.com.mo/2017/07/20/luanda-empresa-chinesa-substitui-odebrecht/

Legislação Consultada:

  • Lei n.º 18/16. Nova Divisão Político-administrativo da Província de Luanda. (17 de Outubro de 2016). [I Série – N.º 173]. Luanda: Imprensa Nacional.
  • Decreto Presidencial n.º 47/12 de (22 de Março de 2012). Define os Distritos Urbanos da Cidade de Luanda. [I Série – N.º 56]. Luanda: Imprensa Nacional.
  • Rectificação n.º 6/17. Rectifica a alínea b) do artigo 56.º, o artigo 68.º, as alíneas a) e d) do artigo 69.º, os artigos 80.º, 82.º, 121.º, a alínea a) do artigo 151.º, o artigo 153.º, e as alíneas b) e c) do artigo 174.º, o n.º 1 do artigo 305.º e o artigo 306.º, da Lei n.º 18/16, de 17 de Outubro, Lei da Divisão Político-Administrativa. Republica os Anexos II, VII, VIII, XIV, XV, XVI, XVII e XVIII, que são parte integrante da referida lei. (3 de Julho de 2017). [I Série – N.º 108]. Luanda: Imprensa Nacional.

 

[1] Graduado no Curso de Administração Pública, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais (CIS), evandro.amaral2015@hotmail.com; 

 

11
Fev18

IMPACTO DAS QUEDAS PLUVIOMÉTRICAS NA PROVÍNCIA DE LUANDA


Evandro José Coelho do Amaral

IMPACTO DAS QUEDAS PLUVIOMÉTRICAS NA PROVÍNCIA DE LUANDA

IMPACT OF THE PLUVIOMETRIC FALLS IN THE PROVINCE OF LUANDA

NewPaper nº 12/2018

Amaral, Evandro José Coelho do [1]

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Resumo

Este artigo, vem alertar o Governo Provincial de Luanda, sobre as quedas pluviométricas na Província de Luanda, porque tem causado muitos embaraços nos cidadãos, a saber: engarrafamentos devido algumas vias secundária ficarem intransitável, muitos cidadãos não conseguem ir trabalhar, estudar e em outros locais, pelas consequências das chuvas.

Palavras-chaves: Impacto, Pluviométricas e Luanda.

 

Abstract

This article warns the Provincial Government of Luanda about the rainfall in Luanda Province, because it has caused many embarrassments in the citizens, namely: traffic jams because some secondary roads are impassable, many citizens are unable to go to work, study and in other places, due to the consequences of the rains.

Keywords: Impact, Pluviometric and Luanda.

 

Introdução

A problemática desta pesquisa tem haver com os dados lançados no MAT, contudo, não se sabe, quais os critérios de avaliação do Governo, para identificar as zonas urbanas e zonas rurais. Porque é muita coragem que o Governo, tem em dizer que “segundo o ex-ministro do Ministro da Administração do Território, mais de 60 porcento da população angolana vive nas cidades e áreas urbanas.” Durante a sua explanação, Bornito de Sousa disse “a citação do Presidente cessante da República de Angola, José Eduardo dos Santos, de que “a vida faz-se nos municípios”, significa que as atenções da governação no domínio da criação de infra-estruturas, prestação dos serviços públicos essenciais e da melhoria dos índices de desenvolvimento humano, devem ser canalizadas onde residem os cidadãos, espelha bem este facto”, (Angola-Online, 2010).

 

Porquê que na sua maior os cidadãos têm necessidade de acordar 4h, 5h ou 6 horas da manhã para fins diversos (principalmente para ir trabalhar), para evitar constrangimento no trânsito; logo um outro problema é o município de Luanda quando é vítima de chuva, é motivos de grande preocupação sobretudo as inundações, falta de energia eléctrica, muitos cidadãos ficam desalojadas. Para lembrar que, alguns municípios e distritos urbanos, ficam intransitável e muitos cidadãos não vão trabalhar, quase que o país não produz por estar a chover. Existe em Luanda muitos cidadãos, que não conseguem colocar sua viatura em casa. Daí perguntamos será que falasse mesmo de Luanda ou a percentagem de 60% é de um outro país?

 

Por outro, existe em Luanda um contrate social de difícil entender, é um paradoxo porque “se eu vivo numa zona urbana quer dizer que o meu vizinho, também vive em uma zona urbana, nota a diferença, esse mesmo vizinho, para que ele possa entrar passa por um beco, não consegui entrar com mobílias ou com electrodoméstico e nem coloca o carro na garagem. Surgi novamente uma pergunta ele vive numa zona urbana?

 

Em outras palavras à urbanização é a diminuição do tempo e a deslocação.  Nestas zonas são projectadas locais para trabalho, lazer, escolas, saúde, etc. E não o que acontece em Luanda, onde na sua maioria os bens serviços estão concentrados no município de Luanda ou Distrito Urbano da Ingombota, precisamente na Mutamba. Levando o assim muitos moradores a pernoitar e acordarem muito cedo e a chegarem tarde nas suas residências.

 

  1. Impacto das Quedas Pluviométricas em Luanda

Luanda, desde o ponto de vista geográfico, não anda nada preparada para receber a raiva do céu, não obstante, um insulto atmosférico que vestia – se de chuvas imparáveis, que as mesmas colocaram ao relento inúmeras famílias por Luanda fora.

 

A priori, o nosso país, vive um momento difícil, decorrente da crise económica que nos afronta, todavia, neste âmbito, a rede de saneamento básico do meio, também foi alvo da crise económica que assola o país, não sendo suficiente dar soluções aos resíduos urbanos devido a escassez de recursos financeiros, neste prisma, as praças de lixo, resultantes do efeito degradante da crise que o país vive, jogaram um papel preponderante na proliferação de surtos epidémicos, e endêmicos, bem como na reemergência de patologias, tal fenómeno, se processou num circuito fechado envolvendo o sinergismo entre as chuvas e os resíduos urbanos.

 

As chuvas, são obras da natureza, no entanto, é necessário que todos nós tenhamos consciência deste fenómeno, e de então, que a sociedade no seu todo una esforços no sentido de ajudar ao país a pôr em termo esta crise que nos assola.

 

Este fenómeno desolador, deu lugar as enchentes nos hospitais, não tendo os hospitais, capacidades de resposta ao influxo de paciente que a eles acorrem, em virtude da crise que nos circunda, (Club K, 2016).

 

Penso que deviam continuar a tratar da terraplanagem das ruas de muitos bairros de Luanda para que, em caso de chuvas torrenciais, as vias não se tornem intransitáveis.

 

Acho que enquanto não se puder arrancar com grandes obras, teremos de nos contentar com pequenos arranjos nas vias. Hoje em Luanda há uma grande circulação de viaturas e motociclos em toda a parte.

 

As chuvas são geralmente mais problemáticas nas áreas suburbanas. Ali onde for possível fazer-se alguma coisa para anular o impacto das chuvas torrenciais, deve-se fazer. Estamos em época de chuvas e é sempre melhor prevenir do que remediar. No nosso bairro ainda não houve problemas e temos de reconhecer que a limpeza de valas de escoamento e das próprias ruas, melhorou. Mas é bom que as coisas continuem a andar bem. Espero que este ano não haja problemas, (Jornal de Angola, 2011).

 

Conclusão

Em suma, notamos que, esta calamidade ocorre todos os anos e sempre Luanda continua não conseguindo dar resposta à esses problemas.

 

Criar uma regulamentação específica que obrigue a integrar nos processos de planeamento a necessária consideração dos riscos territoriais (de derrocada, de cheias e inundações, etc.).

 

Sem o saneamento básico, podem prejudicar o meio ambiente e consequentemente na população. Em Luanda, o esgoto não recebe qualquer tipo de tratamento e acaba contaminado o solo, os rios, os oceanos e até mesmo mananciais que abastecem as cidades com água. Um exemplo, claro e evidente, é da rua 21 de Janeiro (Rua do Kikagil), onde alguns moradores, ligaram o seu esgoto na colecta de esgoto (destinada apenas para águas pluviais), consequências, cheiro de fezes, causando doenças e vem incomodando os moradores e automobilista que passa naquela via. Hoje denominada “a rua que cheira mal”. Que posteriormente acabam por entupir, a desactivar ou a ser fechado por moradores por mal cheiro.

 

Falta de mapa (maquete) da rede do saneamento em Luanda.

 

Baixo nível de educação ambiental da população e das empresas, sem sensibilização para os benefícios da reciclagem e separação de resíduos.

 

Com base entrevista efectuadas em alguns mais velhos, diziam que no seu tempo: eram felizes mais não sabiam. Conseguimos entender, devido as alegações de alguns estudantes de arquitectura e urbanismo, Luanda quase não existe referência urbanísticas.

 

Luanda não está preparada para uma chuva, sempre que ocorre é palco de inundações, desastre, muitos ficam desabrigado e como já muitos cidadãos angolanos vivem em zonas em risco.

 

Confirmamos as palavras do Governador de Luanda Adriano de Carvalho que admite que a “Província de Luanda tem problemas de difícil resolução".

Referências Bibliográficas

Angola-Online. (2010). Bornito de Sousa: “70% da população angolana vive em áreas urbanas”. Luanda: Angola-Online. Obtido em 24 de Dezembro de 2017, de https://angola-online.net/noticias/bornito-de-sousa-70-da-populacao-angolana-vive-em-areas-urbanas-2010

Club K. (2016). Impacto das chuvas intensas, e as enchentes nos hospitais de Luanda - João Hungulo. Luanda: Club K. Obtido em 10 de Fevereiro de 2018, de http://club-k.net/index.php?option=com_content&view=article&id=23815:impacto-das-chuvas-intensas-e-as-enchentes-nos-hospitais-de-luanda-joao-hungulo&catid=17:opiniao&Itemid=1067&lang=pt

Jornal de Angola. (2011). Época de chuva em Luanda. Luanda: Jornal de Angola. Obtido em 10 de Fevereiro de 2018, de http://jornaldeangola.sapo.ao/opiniao/cartas_dos_leitores/epoca_de_chuva_em_luanda

 

«JUNTOS SEREMOS CAPAZES DE TORNAR LUANDA LIMPA E SADIA PARA SE VIVER».

 

[1] Graduado no Curso de Administração Pública, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais (CIS), evandro.amaral2015@hotmail.com; 

11
Fev18

O REGIME SOCIALISTA PARA ÁFRICA


Evandro José Coelho do Amaral

O REGIME SOCIALISTA PARA ÁFRICA

THE SOCIALIST REGIME FOR AFRICA

NewPaper nº 11/2018

Amaral, Evandro José Coelho do [1]

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Resumo

Este artigo, vem contrapor muitas ideologias para o desenvolvimento de África. Acreditamos que o regime socialista moderno (mista equiparada com a China) e especificada para África, seria ideal para acabar com muitos problemas que este continente enfrenta quer de infraestruturas, corrupção, impunidade, doenças, extrema pobreza, fome, epidemias, ruinas, pragas entre outro.

Palavras-chaves: Regime, Socialismo e África.

 

Abstract

This article opposes many ideologies for the development of Africa. We believe that the modern socialist regime (mixed with China) and specified for Africa would be ideal to end many of the continent's problems of infrastructure, corruption, impunity, disease, extreme poverty, hunger, epidemics, among others.

Keywords: Regime, Socialism and Africa.

 

Introdução

Falar do socialismo é um regime que vem causando muitas discordas para muitos pesquisadores. Acreditamos que seria ideal para África, porque elimine as classes sociais, combate a corrupção, acaba com a criminalidade, prostituição e outros. É um regime igualitário e inclusivo.

 

Também é conhecido sistema de esquerda, o termo apareceu numa Assembleia francesa, durante a revolução francesa, onde partidário do Rei sentava a Direita e os revolucionários a esquerda.

 

O regime socialista, privilegia a igualdade, isto é, dando direito à saúde, educação, moradia, transporte e oportunidade.

 

Em África todos países actualmente tem como regime o capitalismo, onde ainda conseguimos ver em alguns deles, crescimento económico e sem desenvolvimento económico. Criando assim, uma desigualdade social tremenda (ricos e pobres), resultados: acumulação primitiva de capital, violência civil, extrema pobreza e fome. Como é possível isso? Mas não é o continente que mais cresce economicamente?

 

Já o regime socialista, procura dar o bem-estar a população, quer na segurança económica, na redução da miséria.

 

  1. O Modelo Asiático de Desenvolvimento

As economias asiáticas têm estado no centro dos debates acadêmicos e políticos sobre os determinantes do desenvolvimento, na medida em que, “onda após onda”, países localizados naquela região experimentaram processos robustos e sustentados de crescimento econômico, com resultados muito favoráveis em termos de redução da pobreza, manutenção de uma relativa estabilidade macroeconômica e coesão social. As explicações sobre esse sucesso também foram ocorrendo em “ondas”, com o estabelecimento de distintas visões sobre os determinantes do “milagre asiático”, se é que haveria um milagre, bem como, em uma perspectiva comparada, o estabelecimento de “lições” e “recomendações” a serem perseguidas por outros países desejosos de reproduzir aquele tipo de trajetória.

 

Desde que iniciou seu processo de abertura e modernização econômica acelerada, no final dos anos 1970, a China vem apresentando uma vigorosa trajetória de crescimento e internacionalização.

 

Com uma taxa média de expansão da renda superior a 9% ao ano, ao longo de mais de um quarto de século, a China atingiu, em 2006, a condição de quarta maior economia do mundo em dólares correntes, ou segunda maior em paridade poder de compra, o que significa, respectivamente, 5% e 15% da economia mundial, (Cunha, 2008).

 

  1. Modelo Bíblico

O Jovem Rico (episódio bíblico)

17Quando Jesus ia saindo, um homem correu em sua direção e se pôs de joelhos diante dele e lhe perguntou: "Bom mestre, que farei para herdar a vida eterna?"

18Respondeu-lhe Jesus: "Por que você me chama bom? Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus.

19Você conhece os mandamentos: 'Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não enganarás ninguém, honra teu pai e tua mãe'".

20E ele declarou: "Mestre, a tudo isso tenho obedecido desde a minha adolescência".

21Jesus olhou para ele e o amou. "Falta uma coisa para você", disse ele. "Vá, venda tudo o que você possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me."

22Diante disso ele ficou abatido e afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas.

23Jesus olhou ao redor e disse aos seus discípulos: "Como é difícil aos ricos entrar no Reino de Deus!"

24Os discípulos ficaram admirados com essas palavras. Mas Jesus repetiu: "Filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus!

25É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus".

26Os discípulos ficaram perplexos e perguntavam uns aos outros: "Neste caso, quem pode ser salvo?"

27Jesus olhou para eles e respondeu: "Para o homem é impossível, mas para Deus não; todas as coisas são possíveis para Deus", (Marcos 10: 17-27).

 

Neste subtema, foi trazido esta passagem bíblica, sendo o livro que é a mãe de todas ciências e quando aborda muito bem acerca do regime capitalista e socialista. Onde afirma-se que quase 80% da população africana é cristã.

 

Neste versículo e outros da bíblia mostra que o regime que prevalece foi o socialismo, só pelo facto em várias ocasiões Jesus dizer: "Vá, venda tudo o que você possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me." E outras, que fala em ajudar o próximo ou o pobre, é evidente que o Senhor não quer que exista pobre e fome. Por essa natureza opta-se ao regime socialista.

 

  1. História do Socialismo

O socialismo é um sistema político e econômico baseado na igualdade. Por isso, o socialismo propõe a distribuição igualitária de renda, extinção da propriedade privada, socialização dos meios de produção, economia planificada e, além disso, a tomada do poder por parte do proletariado.

 

O socialismo visa uma sociedade sem classes onde bens e propriedades passam a ser de todos. O objetivo é acabar com as grandes diferenças econômicas entre os indivíduos, ou seja, a divisão entre pobres e ricos.

 

O socialismo surgiu no século XVIII como forma de repensar o sistema vigente, neste caso, o capitalismo. Para tanto, o primeiro estudioso a utilizar o termo socialismo foi Henri de Saint Simon (1760-1825), filósofo e economista francês.

 

Ele propôs a criação de um novo regime político-econômico, no qual os homens repartissem os mesmos interesses e recebessem adequadamente pelo seu trabalho. Tudo isso, pautado no progresso industrial e científico.

 

Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895) publicaram o “Manifesto Comunista” em 1848. O texto apresenta:

  • Princípios do socialismo científico
  • Pensamento comunista
  • Conceito de luta de classes
  • Crítica ao modo de produção capitalista
  • Crítica aos três tipos de socialismo (utópico, reacionário, conservador)
  • Materialismo dialético e histórico
  • O conceito de mais-valia
  • A revolução socialista

Por isso o socialismo científico, muitas vezes é conhecido pelo nome de Marxismo, por estar associado ao Karl Marx, (Toda Matéria, 2017).

Conclusão

Em suma, notamos que, na implementação rigorosa e adaptada este regime no contexto africano, poder-se-ia ter um desenvolvimento económico e acabaria com muitos problemas quer económicos, social, cultural e políticos.

Actualmente, os países socialistas são: Cuba, China, Coreia do Norte, Laos e Vietnã.

Referências Bibliográficas

Cunha, A. (2008). A ascensão da China à condição de potência econômica : há algo de novo no "modelo asiático"? João Pessoa. Obtido em 11 de Fevereiro de 2018, de http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/30326/000681454.pdf?sequence=1

Toda Matéria. (2017). Socialismo. 7Graus - Toda Matéria: conteúdos escolares. Obtido em 11 de Fevereiro de 2018, de https://www.todamateria.com.br/socialismo/

 

[1] Graduado no Curso de Administração Pública, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais (CIS), evandro.amaral2015@hotmail.com; 

06
Fev18

O ADMINISTRADOR RELIGIOSO


Evandro José Coelho do Amaral

O ADMINISTRADOR RELIGIOSO

THE RELIGIOUS ADMINISTRATOR

NewPaper nº 10/2018

Amaral, Evandro José Coelho do [1]

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Resumo

Este artigo, vem trazer visões, ideias, conhecimento e lições retirada da Bíblia, sendo o livro mais vendido no mundo, escrito por homens inspirados por Deus e onde revela instruções, ensinamento dignos para os homens (Cristão). Traremos modelo ideal para qualquer aspirante em administração e liderança ou para os administradores sénior, isto baseando no livro do Todo-Poderoso que é Deus.

Palavras-chaves: Administrador, Homens e Deus.

 

Abstract

This article comes to bring visions, ideas, knowledge and lessons taken from the Bible, being the best selling book in the world, written by men inspired by God and where it reveals the instructions, worthy teaching for men (Christian). We will be the ideal role model for any aspirant in Management and Leadership or for Senior Managers, based on the Book of the Almighty that is God.

Keywords: Administrator, Men and God.

 

Introdução

Um administrador aquele que está a serviço do outrem. Afim de obterem em conjunto o propósito comum. Que é o lucro (facturação, dinheiro, metas, propósitos, objectivos).

 

Todavia, começarmos com a seguinte passagem bíblica do Apóstolo Paulo “porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores”, (I Timóteo 6:10). É com certeza uma chamada de atenção, porque neste ramo empresarial, a tentação ao mal é maior e muitos caiem.

 

  1. A Parábola do Administrador Astuto

Segundo Fisher (2017), explica que, Jesus utilizou histórias do dia-a-dia para ensinar lições espirituais. Já que as pessoas entendem bem as coisas materiais, fica mais fácil para elas entenderem princípios do reino do céu através da comparação. Uma destas parábolas mais interessantes, e talvez a mais chocante, é a registrada em Lucas 16:1-13. Este relato utiliza uma pessoa mundana e corrupta para ensinar aplicações aos discípulos cristãos.

 

A História

"Jesus disse aos seus discípulos: ‘O administrador de um homem rico foi acusado de estar desperdiçando os seus bens. Então ele o chamou e lhe perguntou: ‘Que é isso que estou ouvindo a seu respeito? Preste contas da sua administração, porque você não pode continuar sendo o administrador" (Lucas 16:1-2). Este homem foi acusado de ter administrado mal os bens do seu senhor e ia ser demitido logo. Por isso, ele teria que entregar um relatório das contas, das dívidas, etc. Ele estava enfrentando um problema sério, que analisou da seguinte forma:

 

"O administrador disse a si mesmo: ‘Meu Senhor, está me despedindo. Que farei? Para cavar não tenho força e tenho vergonha de mendigar... Já sei o que vou fazer para que, quando perder o meu emprego aqui, as pessoas me recebam em suas casas’. Então chamou cada um dos devedores do seu senhor. Perguntou ao primeiro: ‘Quanto você deve ao meu senhor?’ ‘Cem potes de azeite’, respondeu ele. O administrador lhe disse: ‘Tome a sua conta, sente-se depressa e escreva cinquenta’. A seguir ele perguntou ao segundo: ‘E você, quanto deve?’ ‘Cem tonéis de trigo’, respondeu ele. Ele lhe disse: ‘Tome a sua conta e escreva oitenta" (Lucas 16:3-7). Depois de refletir, este administrador inventou um plano para reduzir as dívidas que as pessoas tinham com o patrão. Ele usou o pouco tempo que restava antes de entregar as contas para arrumar acordos com cada um dos devedores. Deste modo, depois de perder o emprego, várias pessoas ficariam devendo alguma coisa a ele e dariam do que ele precisasse durante a época de seu desemprego. Ele aproveitou o presente, embora de modo desonesto, para providenciar pelo seu futuro.

 

As Aplicações Principais

A principal lição que Jesus tirou desta história é chocante. "O senhor elogiou o administrador desonesto, porque agiu astutamente. Pois os filhos deste mundo são mais astutos no trato entre si do que os filhos da luz" (Lucas 16:8). É evidente que Jesus não apoia desonestidade por parte dos seus servos, mas ele observa como o mundo está melhor servido por seus servos, do que Cristo pelos dele. As metas são totalmente opostas, mas os mundanos são mais diligentes em cuidar de seus corpos do que os cristãos em cuidar das suas almas. Esta comparação é bem interessante e edificante.

 

Previsão

Este administrador desonesto refletiu bem em como seria o futuro depois de perder o emprego actual. Pessoas do mundo sempre planeam o futuro valendo-se de seguros, investimentos, escola, previsões do mercado, etc. Será que os cristãos estão igualmente atentos ao futuro? Vamos perder nossa posição nesta vida e precisamos nos preparar bem para o futuro. O problema que cristãos enfrentam, às vezes, é visão curta. Pensamos demais no imediato, mas é imperativo que usemos as oportunidades actuais para conseguir amigos depois desta vida. Não nos deixemos ficar distraídos pelas preocupações e interesses de hoje, mas focalizemos sempre no lar eterno que almejamos.

 

Realismo

O administrador infiel percebeu a seriedade da sua situação. Ele não chorou, nem se lamentou, mas encarou as realidades e começou a se preparar. Nós, às vezes, queixamo-nos da dificuldade dos mandamentos do Senhor e das frustrações com nossas situações, mas precisamos enfrentar os factos de modo corajoso e decisivo. Não temos como mudar os factos. Quer gostemos, quer não, vamos lidar com a verdade dos eventos vindouros. O mundo celestial não tem lugar para chorões.

 

Prontidão

Este servo agiu na hora. Ele foi bem decisivo aproveitando o pouco tempo que restava sem demorar para nada. Ele utilizou as oportunidades que estavam na mão para preparar casas futuras. Nosso problema muitas vezes é que adiamos demais as coisas que devemos fazer. Sempre temos boas intenções e pretendemos mudar um dia, mas esse dia nunca chega. Este supervisor entendeu que logo perderia seu emprego e por isso não demorou nenhum minuto. Se soubéssemos com certeza que nossa vida findaria daqui a um ano, mudaríamos alguma coisa? De facto, Cristo é capaz de voltar em menos de um ano, ou poderíamos morrer antes disso. Se estivermos pretendendo fazer mudanças um dia, esse dia chegou; mudemos agora.

 

Zelo

Este administrador chamou não alguns, mas todos os devedores do seu senhor. Ele queria garantir bem seu futuro. No mundo, as pessoas trabalham sem cansaço para ganhar mais dinheiro ou posições mais altas. Elas sempre querem ganhar mais dinheiro, e nunca pensam que têm o bastante. Do mesmo modo atletas se esforçam ao máximo em perseguir suas metas. Eles nunca decidem que não querem ganhar mais campeonatos. Devemos nos esforçar mais ainda, visto que nossa meta é bem mais importante e atraente. É chocante observar que os mundanos se esforçam mais para ganhar o mundo do que os discípulos para ganhar o céu. Que lástima! É insensato perseguir as metas cristãs pelo meio termo.

 

Outras lições

A lição do versículo 8 é a principal da parábola, mas Jesus aproveitou a ocasião para ensinar mais três lições:

 

O uso do Dinheiro, Jesus falou: "Por isso, eu lhes digo: Usem a riqueza deste mundo ímpio para ganhar amigos, de forma que, quando ela acabar, estes os recebam nas moradas eternas" (Lucas 16:9). Jesus estava nos exortando a utilizar bem nossos recursos materiais para providenciar melhor nosso futuro. Assim como o homem da história tinha o uso temporário dos fundos do patrão, também Deus nos concedeu o uso por pouco tempo dos recursos dele. Vários trechos nos ensinam a usar nosso dinheiro para ajudar outras pessoas e para o serviço do Senhor (Mateus 6:19-21; Tiago 5:1-6). Note as palavras de Paulo: "Ordene aos que são ricos no presente mundo que não sejam arrogantes, nem ponham sua esperança na incerteza da riqueza, mas em Deus, que de tudo nos provê ricamente, para a nossa satisfação. Ordene-lhes que pratiquem o bem, sejam ricos em boas obras, generosos e prontos a repartir. Dessa forma, eles acumularão um tesouro para si mesmos, um firme fundamento para a era que há de vir, e assim alcançarão a verdadeira vida" (I Timóteo 6:17-19). O que fizermos com o dinheiro material fará grande diferença quanto ao nosso futuro eterno.

 

Fidelidade
Jesus ensinou uma lição sobre a importância do que fazemos aqui: "Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito, e quem é desonesto no pouco, também é desonesto no muito. Assim, se vocês não forem dignos de confiança em lidar com as riquezas deste mundo ímpio, quem lhes confiará as verdadeiras riquezas? E se vocês não forem dignos de confiança em relação ao que é dos outros, quem lhes dará o que é de vocês?" (Lucas 16:10-12). Nada do que temos é nosso, mas tudo pertence ao Senhor. Somos apenas administradores. Quando alguém começa um emprego, sempre sua capacidade e sua fidelidade são provadas nas coisas mínimas primeiro. Se a pessoa se mostrar responsável no modo com que lida com estas coisas sem importância, começa a receber cargas mais significativas. Nossa vida aqui na terra é o mesmo tipo de prova. É verdade que o que fazemos aqui, às vezes, não tem muita importância evidente, mas está demonstrando nosso nível de responsabilidade. Até mesmo nas mínimas coisas, devemos mostrar fidelidade. Nosso viver agora (como administramos o pouco dinheiro, as pequenas capacidades, as menores oportunidades) determina nosso destino eterno.

 

Serviço
Jesus acrescentou mais um ponto: "Nenhum servo pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará outro, ou se dedicará a um e desprezará outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro" (Lucas 16:13). Deus é um chefe exclusivo. Temos que escolher entre servir a ele totalmente ou abandoná-lo. Não existe meio termo no serviço dele, porque ele não aceita. Não se pode ficar em cima do muro—vamos nos dedicar ao Senhor de todo o coração.

 

O que o administrador fez era desonesto, mas demonstrava alguns princípios deste mundo que se aplicam à nossa relação com Deus.

 

  1. Lições de José do Egito para organizar a empresa

Ao se deparar em uma empresa com volume de documentos desorganizados, é comum as pessoas exclamarem “meu Deus do céu, me ajude” e aqui, vou mostrar através da Bíblia, o que as palavras de Deus, mostram que o princípio da organização, sempre esteve presente em todos os momentos, no Antigo e Novo Testamento, contribuindo para salvar vidas, alimentar os povos, vencer guerras e, muitas vezes, dando diretrizes ao povo para se organizarem em casa, no trabalho e nas divisões de terras.

 

Há oportunidades das pessoas e as empresas se organizarem, nos momentos de muito trabalho, com muitos clientes e uma situação financeira estabilizada, ou seja, vivendo no período das vacas gordas, não souberam se preparar e organizar a empresa para momentos difíceis, uma empresa organizada, produz mais e melhor.

 

Na Bíblia, a história de José do Egito e o sonho do Faraó, com referência às sete vacas magras e às sete vacas gordas, que era ensinada nas escolas, e já foi objecto de vários filmes.

 

Perguntado pelo Faraó o que representava aquele sonho, José afirmou que as sete vacas gordas representavam sete anos de bonança que viria para a terra do Egito, enquanto que as sete vacas magras representavam sete anos de fome e miséria.

 

O Faraó pediu a sua ajuda, entregando-lhe a governança do país, o qual transformou-se no primeiro planeador que conhecemos, quando passou os sete anos de fartura, preparando a nação para os sete anos de escassez que viriam a seguir.

 

Se os nossos administradores conhecessem essa história, o exemplo de José poderia ter sido seguido quando planeou a longo prazo, para que as vacas magras não tivessem reflexo no Egito.

 

5 lições de José do Egito para organizar a empresa:

 

1-Informação estratégica

Deus lhe mostrou que haveria uma época de prosperidade e uma de crise e de “vacas magras” (Géneses 41:15-32). Com base em toda essa informação, José sugeriu um “plano econômico” que salvou a população local e vizinha da fome absoluta e, ao mesmo tempo, transferiu a renda e a propriedade do povo para os cofres de Faraó (Géneses 41:33-37, 56-57). José conseguiu planear a economia porque o próprio Deus lhe deu a informação necessária.

 

Um bom trabalho de diagnóstico para conhecer as informações estratégicas, contribuirá bastante para um bom planeamento do trabalho a ser executado. José teve habilidade para utilizar as informações que o próprio Deus lhe revelou e aplicou rigorosamente conforme interpretado, etapa por etapa, obedecendo o seu plano.

 

Que planeamento temos para a organização de nossa empresa?

 

2-Planeamento

Planeamento é a mais importante tarefa de um gestor, no momento que é preparada a organização e estruturação de uma determinada meta.

 

Muitas empresas iniciam a organização do arquivo, sem qualquer planeamento, um período no qual, há muitas dificuldades em localizar documentos, devido ‘as solicitações de Auditoria e fiscalização, os problemas crescem e a organização não chega ao final desejado.

 

O Egito tinha muitos sábios, mas esses não conseguiram interpretar aquilo que o sonho do Faraó transmitia, e José com a sua sabedoria o soube fazê-lo, e conseguiu através do planeamento evitar uma tragédia.

 

3-Paciência

José passou por vários momentos de tribulações, foi odiado pelos irmãos e vendido como escravo e preso injustamente, precisamos de paciência para fazer a vontade de Deus e, embora não gostemos, paciência é construída por meio de tribulações. Não há atalhos aqui. José não poderia chegar a ser o segundo no comando no Egito e trazer a salvação a Israel sem passar pelas tribulações.

 

Organizar uma empresa requer muita paciência, são anos de documentos produzidos e recebidos, requer um trabalho minucioso, documento a documento e uma equipe preparada e capacitada, paciência é a principal arma para chegar ao sucesso.

 

Em Hebreus 10:36 diz assim, “Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa.”

 

A organização incomoda pessoas, José, mostrou paciência e integridade ao lidar com os outros.

 

4-Liderança

José exerceu forte liderança sobre o povo e todo o seu planeamento de plantio, colheita e venda foram rigorosamente seguidos. 

 

Organizar uma empresa depende de uma forte liderança sobre a equipe, em Gestão de Projetos, aprendemos que precisamos ter o “pai/mãe do projeto”, José soube aproveitar bem a liderança, que teve apoio total do Faraó, para que todo o seu conhecimento fosse colocado em prática e alcançar seus objetivos. 

 

Faraó delegou poder a José, para que agisse e, fazendo assim, assegurou o seu próprio legado como líder eficiente. 

 

José ganhou confiança demonstrando regularmente competência e caráter nos seus relacionamentos com os outros. 

 

5-Organização

José foi rigoroso em armazenar os alimentos, guardando para os tempos difíceis, após obter as informações estratégicas, fazer um bom planeamento, ter paciência para executar o seu plano e ainda teve enorme experiência para aguardar os resultados, finalmente, soube organizar espaços suficientes e bem preparados para conservar os estoques de alimentos para aguardar o período de vacas magras.

 

Organizar a empresa depende de um conjunto de medidas e estratégias para obter o sucesso esperado, José soube aproveitar suas habilidades e conduziu por muitos anos uma revolução administrativa, organizar depende de continuidade com equipe preparada, capacitada e com regras muito bem definidas.

 

José utilizou todas as ferramentas que estavam a sua disposição na época e em tempos actuais, temos vários softwares, cursos, programas 5S, visitas técnicas e muitas outras preparadas por vários especialistas, basta dar um passo e acreditar que o impossível não existe, as dificuldades existentes, são formas de preparar você para dias melhores.

 

Grandes administradores têm como referência Bíblia Sagrada e obtém sucesso em seus projetos, José é um exemplo ‘a seguir.

 

A Bíblia no seu livro de Gênesis nos ensina algo tão importante, que não foi enxergado pelos que gerenciam as empresas, (Peixoto, 2015).

  

Conclusão

Chegando ao final deste artigo, percebemos que a Bíblia serve de guia para mantemos a nossa esperança e no caminho que o Senhor ordenará.

 

O que faz nós, acreditar na Bíblia é pelo facto existirem evidências históricas, com factos negativos e positivos, daí acreditamos na Bíblia, porque não omitiu nenhum facto.

 

Certamente, para qualquer empresário, empreendedor e administrador, não deverá esquecer das ofertas e dízimos do Senhor, conforme Deuteronómio 14:22: “22 Certamente darás os dízimos de todo o produto da tua semente que cada ano se recolher do campo.”12 E do Jejum: “Jejuo duas vezes na semana, e dou o dízimo de tudo quanto ganho.” (Lucas 18:12).

 

Ainda concerte ao dizimo, “roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas.”

 

“Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda.”

 

“10 Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida” (Malaquias 3:8-10).

 

E sem a fé, que serve de meio, instrumento de comunicação. “1 Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem”, (Hebreus 11:1).

 

“5 Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” (I João 5:4).

Referências Bibliográficas

Fisher, G. (2017). A Parábola do Administrador Astuto. Karl Hennecke, USA: Estudos Bíblicos. Obtido em 06 de Fevereiro de 2018, de https://www.estudosdabiblia.net/d112.htm

Peixoto, J. (2015). Lições de José do Egito para organizar a empresa. Paraíba: Portal da Administração. Obtido em 06 de Fevereiro de 2018, de http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/licoes-de-jose-do-egito-para-organizar-a-empresa/88529/

 

[1] Graduado no Curso de Administração Pública, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais (CIS), evandro.amaral2015@hotmail.com; 

04
Fev18

O SUPER-HOMEM AFRICANO


Evandro José Coelho do Amaral

O SUPER-HOMEM AFRICANO

THE AFRICAN SUPERMAN

NewPaper nº 09/2018

Amaral, Evandro José Coelho do [1]

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Resumo

Este artigo, com o tema o Super-homem africano é uma ficção, baseado pelo facto de África apresentar características desastrosas: epidemias, fome, pobreza, ruinas, doenças, pragas, entre outros. Com isso, percebemos que vem criar superpoderes aos africanos, a saber: resistente, pacifico, ambicioso, optimista, solidário, empreendedor, corajosos, confiante …

Palavras-chaves: Super-homem, Poderes e Africano.

 

Abstract

This article, as subject the African Superman is a fiction, based on the fact that Africa presents disastrous characteristics: epidemics, hunger, poverty, ruins, diseases, plagues, among others. With this, we perceive come to create superpowers to Africans, namely: resistant, peaceful, ambitious, optimistic, supportive, enterprising, courageous, confident ...

Keywords: Superman, Powers and African.

 

Introdução

Carolus Linnaeus (1758), criador da taxonomia moderna e do termo Homo sapiens, reconheceu quatro variedades do homem:

1) Americano (Homo sapiens americanus: vermelho, mau temperamento, subjugável);

2) Europeu (europaeus: branco, sério, forte);

3) Asiático (Homo sapiens asiaticus: amarelo, melancólico, ganancioso);

4) Africano (Homo sapiens afer: preto, impassível, preguiçoso)[2].

 

O autor define o africano de preguiçoso, daí perguntamos não estará ele a descansar depois do processo ou maltratos da colonização?

 

A problemática desta pesquisa tem haver, as dificuldades que muitos africanos enfrentam dia-a-dia. Por exemplo: alguns vivem em zonas de risco, outros vivem ao lado de esgoto e lixo, fora do sistema de ensino e com sistema de saúde deficitário.

 

E ainda na sua maior os cidadãos têm necessidade de acordar 4h, 5h ou 6 horas da manhã para fins diversos (principalmente para ir trabalhar), para evitar constrangimento no trânsito; logo um outro problema de algumas regiões ou municípios de alguns países de africanos, quando é vítima de chuva, é motivos de grande preocupação sobretudo as inundações, falta de energia eléctrica, muitos cidadãos ficam desalojadas. Para lembrar que, alguns municípios e distritos urbanos, ficam intransitável e muitos cidadãos não vão trabalhar, quase que o país não produz por estar a chover. Existe ainda muitos cidadãos, que não conseguem colocar sua viatura em casa.

 

Uma pessoa que acorda antes do sol nascer e em condições precárias (talvez tenha dormido sem energia elétrica que vai culminou à não alimentação do ar-condicionado e ainda escutando ser picado pela fêmea do mosquito), vamos dizer que é preguiçoso?

 

Pode-se colocar as seguintes variantes, a saber: falta de saneamento básico, falta de infra-estrutura, atraso histórico, exploração europeia, investimentos errados, conflitos internos, ganância e orgulho.

 

Apesar dos parágrafos acima, o africano não desiste, vai empreendendo ultrapassando as suas vicissitudes diárias.

 

Vimos casos de indivíduos sendo pobres, mas ainda compartilham o pouco que tem ao seu concidadão, isso é solidariedade.

 

Depois são alvos de pronunciamento de Donald Trump, sobre os africanos, afirmando o seguinte:

  • África precisa ser recolonizada (isto é, contra os direitos humanos e sobre a soberania dos Estados);
  • Trump disse que os africanos são escravos que vivem como escravos em sua própria terra, mas eles afirmam que eles são independentes (fruto dos ensinamentos do Colonizador).
  • Líderes africanos alteraram a constituição em seu favor de modo que eles podem ser presidentes vivos-vitalícios.
  • Donald Trump, que se referiu a nações africanas como "países de merda" (Em quanto a Europa, América, crescia economicamente ou desenvolvia, a África estava a ser explorado. Neste intervalo de 1400 – 1950, aconteceu: expansão mercantilística; a revolução industrial; as duas grandes guerras; o comércio de escravos; a guerra fria; o colonialismo).
  • Presidente Americano Donald Trump sobre África por causa dos regimes de lideres ladrões, corruptos e sanguinários que levam a economia dos seus países para investirem no ocidente a África continua no desastre permanentemente.
  • Se Deus queria que brancos e negros fossem os mesmos, ele teria nos criado com a mesma cor e inteligência. Deus não é um tolo para nos criar diferentes: branco, preto, amarelo. Intelectualmente branco é superior ao preto.
  • A única coisa que os negros sabem é fazer barulho, dançar, se casar com muitas mulheres, beber álcool, praticar bruxaria destrutiva, abusar do sexo, disfarçar na igreja, invejar, lutar e discutir absurdos.
  • Portanto, o homem branco foi cultivado para governar o homem negro. Os africanos passam suas vidas sonhando acordados (como já tem acontecido).
  • Para o homem branco, a pobreza é uma doença, enquanto que para o homem negro, a pobreza é uma norma.
  • Em África, quando chove muitos africanos, em vez de estarem a cultivar, têm preferências em fazer sexo ou de estar a dormir.
  • Para o africano estar desempregado é normal, mas para o europeu e americano é uma grande preocupação.
  • Os negros têm minerais e vivem mal. Então, o trabalho de nós (branco) é ir para a África, tomar o que é bom e deixar o que não é bom para os negros. A pior coisa sobre a África é que, se você tentar falar sobre o que é certo, eles vão vencê-lo, aprisioná-lo ou desaparecer.

 

Conclusão

Em suma, notamos que existe sim, uma grande influência do ocidente [do branco], para África. Aproveita as fragilidades, orgulho e ganância de alguns lideres africanos, para puder criar essa dependência. Conforme dizem, "a melhor maneira de esconder algo de um negro [africano] é colocá-lo dentro de um livro ". Algumas culturas africanas têm sido hostilizado pelos ocidentais, como forma para dependência cultural, económica, social e tecnológica.

 

Por fim, por evidencias em África, os povos eram muito unidos, até a chegada dos colonizadores, mas o grande culpado da implementação do racismo em África é o homem branco, que incentivou este sistema discriminatório, para inferiorizar o negro, partindo do adagie, que tudo feito pelo branco é bom ou de boa qualidade, desprezando os negros, os brancos também incitaram o racismo do negro para o negro.

 

Muitos os governantes/empresários angolanos não gostam de trabalhar com os angolanos porque os vêem como incapacitados.

 

Entendemos que o europeu e americano, têm criado vacinas contaminadas de vírus (infertilidade e outras doenças), para o continente africano e para depois venderem o antidoto.

 

Vem para África, europeus e americano fingido de turistas onde são espiões e voltam para seu continente e dizerem formas para criar dependências (quer económicas, social, cultural e políticas) ou como é preciso colonizar novamente a África".

 

A sede da União Africana, em Addis Abeba, Etiópia, por exemplo, foi construído por empreiteira da República Popular da China, onde tinham colocados equipamentos espiões.

 

A previsão de diferença entre África e Europa é de 50 a 80 anos. Mas nem com isso, pode-se cair em desespero, porque o caso de Dubai foi construído aproximadamente 10 anos e em condições menos favorável ao ser humano “Deserto” (diziam que não tinha condições para ser considerado um espaço vital).

 

Os africanos valorizam mais as moedas estrangeiras (sobretudo o Dólar e o Euro), desvalorizando a sua própria moeda. Isto faz com que, o europeu e americano, quando pretende enganar os africanos, com ajudas internacionais ou empréstimos internacionais (Banco Mundial), apenas imprimir mais moeda imprensa e trás para África que ocasiona dependências e dividas públicas para África.

 

Afirma-se poderá acontecer o fim do mundo e que muitos africanos, poderão não ver desenvolvimento de África e se calhar nem os seus netos. Esperemos bem que não, que até 2030 este quadro seja invertido.

 

Apesar dos insultos e abusos que muitos africanos encaram, não é assunto que coloca cabisbaixo, porque muitos deles conseguem vencer este medo e aprendem encarar de forma normal.

 

[1] Graduado no Curso de Administração Pública, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais (CIS), evandro.amaral2015@hotmail.com; 

[2] Santos, D. J., Palomares, N. B., Normando, D., & Quintão, C. C. (2010). Raça versus Etnia: Diferenciar para Melhor Aplicar. Dental Press J Orthod, 15(3):121-4.

02
Fev18

SISTEMA DE ENSINO EM ANGOLA


Evandro José Coelho do Amaral

SISTEMA DE ENSINO EM ANGOLA

EDUCATION SYSTEM IN ANGOLA

NewPaper nº 08/2018

Amaral, Evandro José Coelho do [1]

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Resumo

Este artigo, procurar apresentar o sistema de ensino em Angola, que ainda é deficitário quer na falta de infraestruturas e de professores.  E é recomendado por pesquisadores e economistas internacionais que apelam, países em via desenvolvimento, a fatia do Orçamento Geral de Estado (OGE) na educação deve ser de 20%, onde não ocorre em Angola, voltasse à privilegiar o sector da defesa atingindo maior percentagem.

Palavras-chaves: Educação, Professores e Angola.

 

Abstract

This article seeks to present the education system in Angola, which is still deficient both in the lack of infrastructures and teachers. And it is recommended by researchers and international economists who appeal, developing countries, the share of the General State Budget (OGE) in education should be 20%, where it does not occur in Angola, return to privileging the defense sector reaching a higher percentage.

Keywords: Education, Teachers and Angola.

 

Introdução

Não vamos ter desenvolvimento no ensino ou melhoria na educação em Angola, até não se saber quem tem errado, isto porque:

  • Os professores culpam os alunos;
  • Os alunos culpam os professores;
  • A população culpa o Governo;
  • O Governo culpa os alunos que não querem estudar.

A problemática desta pesquisa tem haver com o comunicado da comunicação social que afirmaram que mais de 106 mil alunos podem ficar sem estudar devido à falta de salas de aula e de professores. Ainda sobre um grupo de estudantes de Luanda anunciou dia 26 de Janeiro de 2018, a realização de uma marcha, contra a “gasosa” escolar, denunciando as “cobranças ilegais” nas escolas durante o período de inscrições e matrículas, pedindo “punição aos infractores”.

 

Que cria controversas ou contraste do Governo que alegam a falta de recursos financeiros, devido a crise económica e financeira devido a queda do preço do petróleo. Segundo o Secretário Geral da Assembleia Nacional, afirma que os 220 Deputados vão receber Viaturas de marca Lexus, como isso é possível?

 

Coloca-se várias variantes a saber: falta de motivação e qualidade, falta de inspecção e fiscalização dos professores, a falta de cumprimento da lei, o não cumprimento das obrigações estabelecidas, falta de motivação sobretudo salarial, a falta de quadros, corrupção, impunidade, pessoal incapacitado, a não utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação, pouco investimento do OGE para Educação.

 

Será por falta de quadros nacionais? No caso específico de Angola, tem enviado angolanos no exterior desde 1975, onde estudam nas melhores universidades. Uma outra hipóteses, será a fuga ou permanência destes quadros nacionais no exterior? Numa outra hipótese a falta de políticas favorável para estes quadros nacionais. No caso de Cuba, na véspera da revolução cubana, perderam muitos quadros que imigram para Miam (E.U.A), ficaram com poucos quadros, mas conseguiram atingir um desenvolvimento que levar a exportar recursos humanos para o mundo, mas Angola não consegue, por quê?

 

  1. Educação em Angola

O Sindicato Nacional de Professores de Angola (SINPROF) tem-se queixado do facto de o Governo “não valorizar a opinião dos agentes da Educação, o que tem implicações na obtenção de resultados satisfatórios, na luta pela qualidade do ensino”.

 

“Prometeu-se merenda escolar, mas as crianças continuam a não a ter. As condições em que as escolas funcionam são más”, diz Manuel de Victória Pereira, vice-presidente do SINPROF, segundo o qual para se alcançar a desejada qualidade no ensino tem de deixar de haver “aulas debaixo de árvores e escolas em ruínas”.

 

Com o efeito, o foco seguinte deverá ser a qualidade, o que foi reconhecido, num discurso do Presidente cessante da República de Angola, José Eduardo dos Santos: “O ensino cresceu em quantidade e o nosso desafio agora é melhorar a sua qualidade. Temos de melhorar com urgência, a formação dos professores, sobretudo no ensino primário e no ensino médio” disse o Presidente na perspectiva de José Eduardo dos Santos “é necessário ajustar também o conteúdo dos programas, para fazer dos estabelecimentos de ensino, instituições capazes de ligar a aquisição de conhecimentos teóricos à prática profissional, de forma a estimular o desejo de empreender e contribuir para vencer a batalha do desenvolvimento”, (Portal de Angola, 2017).

 

1.1. Análise SWOT da Educação: Ensino Superior e Formação Profissional

Pontos Fortes

  • Boa estruturação do ensino nas novas centralidades;
  • Grande diversidade de oferta de ensino nas mais diversas áreas do saber;
  • Melhor taxa de alfabetização do País;
  • Luanda constitui um pólo de atracção de estudantes oriundos de outras Províncias;
  • Empenho das entidades oficiais na melhoria das condições de ensino existentes;
  • Baixa média etária da população;
  • Aposta no ensino comparticipado com provas dadas;
  • Elevada procura de Ensino, incluindo Ensino Superior;
  • Consciencialização geral da população da importância do ensino e formação profissional para a melhoria das suas apetências e consequente melhoria das suas oportunidades profissionais.

Pontos Fracos

  • A merenda escolar atinge uma parcela reduzida dos alunos a que se dirige;
  • Elevado número de alunos por professor com implicações na qualidade do ensino;
  • Carência de infra-estruturas de apoio pedagógico (bibliotecas, mediatecas e outras);
  • Insuficiência de infra-estruturas escolares nos municípios de Icolo e Bengo bem como na Quiçama;
  • Falta de conexão entre o Ensino Superior e as estruturas do Governo Provincial;
  • Reduzida promoção do empreendedorismo ao nível do Ensino Superior;
  • Bolsas de estudos insuficientes para garantir a equidade de oportunidades;
  • Baixo nível de qualificação de parte significativa do pessoal docente e formador;
  • Reduzido peso do ensino técnico.

Oportunidades

  • Oferta abrangente de ensino potência a prazo a melhoria de massa crítica gerada, com consequências positivas na qualidade de ensino.

Ameaças

  • Ritmo de crescimento da oferta de ensino privado e público superior à capacidade de fiscalização, podendo levar à deterioração da qualidade do ensino.

Objectivos Nacionais Sectoriais: Promover o desenvolvimento humano e educacional, com base numa educação e aprendizagem ao longo da vida para todos e cada um dos angolanos; Promover o acesso de todos os angolanos a um emprego produtivo, qualificado, remunerador e socialmente útil e assegurar a valorização sustentada dos recursos humanos nacionais; Estimular e desenvolver um Ensino Superior de qualidade, (Governo da Província de Luanda, 2014).

 

Tabela nº 1. Objectivo Nacionais Sectoriais da Educação: Ensino Superior e Formação Profissional

Programas

Medidas

Expansão do ensino pré-escolar

- Dar continuidade à criação de infra-estruturas

- Assegurar manutenção regular

 

Desenvolvimento do Ensino Primário e Secundário

- Parque escolar integrador

- Dar continuidade à criação de infra-estruturas

- Assegurar manutenção regular

Desenvolvimento do sistema de ensino especial

 

Desenvolvimento do Ensino Primário e Secundário

- Apoio directo aos estudantes

Melhoria da Qualidade do Ensino Superior

- Promover as Universidades como parceiras no desenvolvimento

- Criação de Instituto Público para parcerias com Universidades

Reabilitação e Dotação de Infra-estruturas do Ensino Superior

- Dar continuidade à criação de infra-estruturas

- Assegurar manutenção regular

Atribuição de Bolsas de Estudos internas e externas

- Apoio directo aos estudantes

Fonte: (Governo da Província de Luanda, 2014).

 

É de realçar que, não basta ter escolas, universidades e centros ou pavilhões de formação, onde as infraestruturas, encontram-se centralizadas; existem critérios rigorosos acerca da distancias urbanísticas, onde: escola do ensino médio deve estar a 1200 metros de casa, escola do ensino básico (ou ensino fundamental) deve estar a 600 metros de casa e creches devem estar 300 metros de casa. Porque o urbanismo assenta na questão da sustentabilidade.

 

As evidências apontam para uma fraca ligação entre o ensino e a investigação. As universidades angolanas assentam no modelo de teaching university, ou seja, estão orientadas   apenas   para   o   ensino   e   transmissão   do   conhecimento.   Embora   não se questione a sua importância, o facto da investigação ter pouca representatividade retira alguns atributos às universidades, pois, somente com a investigação se pode questionar e   procurar   as   respectivas   respostas, construindo   assim   o   conhecimento   científico, evitando deste modo a reprodução de teorias anteriormente postuladas. De igual modo, verifica-se que o modelo de universidade adoptado não passa de “cópia” de modelos externos, em que os alunos buscam a educação superior como forma de garantia de emprego, o estado espera que a universidade seja o “laboratório” do desenvolvimento e as empresas esperam pela saída dos recursos humanos qualificados.

 

As   universidades   angolanas   têm   assim   um   longo   caminho   a   percorrer   na edificação   e   consolidação   de   uma   universidade   moderna, onde   a   construção   do conhecimento assuma principal destaque, substituindo assim a ideia de “obtenção de diploma” para melhor inserção profissional, (Universidade Agostinho Neto, 2012). 

 

Apenas 13% da população entre  18 a 24 anos, completou o II ciclo do ensino secundário e 2.5% da população com 24 ou mais anos possui formação superior, segundo os dados, (INE, 2016).

 

Existem na Província 30 estabelecimentos de formação profissional, distribuídos por Centros de Formação fixos, pequenos Centros Móveis e Pavilhões de Artes e Ofícios. Nos Centros Móveis, bem como nos Pavilhões de Formação em Artes e Ofícios, o acesso aos cursos de mecânica geral e auto, serralharia, contabilidade, informática, corte e costura, pastelaria, agricultura e construção civil é grátis.  Estes cursos têm  uma duração aproximada de 8 meses e abarcam anualmente cerca de 12 mil jovens, (Governo da Província de Luanda, 2014).

 

Conclusão

Chegando ao final deste artigo, percebemos que existe falta de vontade política para o desenvolvimento sustentável para Angola.  Também é comum, observamos vários governantes, administradores, trabalham sem estatística da população, tornando assim, difícil a sua boa governação, apelamos na reestruturação do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola, que passa a ser independente e que não espera apenas da ajuda externa para realizar as suas obrigações.

 

Contratar professores e criar mecanismo para eles ir ao encontro dos estudantes. Não somos contra, em que os alunos são ensinados debaixo de uma arvore, pior seria eles ficarem fora do ensino. Mas com tanta madeira em Angola até foi apreendida dizem que não há carteiras nas escolas, como é possível?

 

A educação é um desafio ou uma responsabilidade de todos os cidadãos nacionais. O Brasil por exemplo, está a ensinar língua africana (o Kimbundo), mas Angola, nem com essa humilhação, toma alguma iniciativa.

 

O ENSINO EM ANGOLA É PROPOSITADO”, a desordem ajuda uma classe ter privilégio.

Referências Bibliográficas

Governo da Província de Luanda. (2014). Plano de Desenvolvimento Provincial 2013/2017 . Luanda: Governo da Província de Luanda.

INE. (2016). Recenseamento Geral da População e Habitação: Resultados Definitivos. Luanda: INE.

Portal de Angola. (2017). Reforma Educativa: O Estado do Ensino em Angola. Luanda: Portal de Angola. Obtido em 28 de Dezembro de 2017, de https://www.portaldeangola.com/2017/01/reforma-educativa-o-estado-do-ensino-em-angola/

Universidade Agostinho Neto. (2012). A Universidade Angolana Como Espaço de Construção de uma Sociedade Moderna. Luanda: Universidade Agostinho Neto (UAN). Obtido em 29 de Dezembro de 2017, de http://www.fcsuan.org/nossosvisitantes/josedominguessilva/UAN-jornadas-FCS-JMCDS.pdf

 

[1] Graduado no Curso de Administração Pública, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais (CIS), evandro.amaral2015@hotmail.com; 

02
Fev18

EXONERAÇÃO OU TROCA DE PASTA?


Evandro José Coelho do Amaral

EXONERAÇÃO OU TROCA DE PASTA?

EXONERATION OR EXCHANGE OF FOLDER?

NewPaper nº 07/2018

Amaral, Evandro José Coelho do [1]

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Resumo

Este artigo, vem contrapor algumas alegações sobre a nova Governação do Presidente da República de Angola, sobre algumas nomeações e exonerações ocorrido no início do seu mandato, na formação do seu Governo. A controversa, tem haver com as nomeações de alguns indivíduos do anterior Governo, e certos indivíduos foram retirado de um posto de trabalho para o outro, daí perguntamos: houve exoneração ou troca de pasta?

Palavras-chaves: Governo, João Lourenço e Exoneração.

 

Abstract

This article opposes some allegations about the new Governance of the President of the Republic of Angola regarding some appointments and exonerations that occurred at the beginning of his term in the formation of his Government. The controversial, have to do with the appointments of some individuals of the previous Government, and certain individuals were removed from one job to the other, from there we asked: was there exoneration or exchange of paste?

Keywords: Government, João Lourenço and Exoneration.

 

Introdução

No dia 23 de Agosto de 2017, aconteceram as quartas eleições gerais. A passagem do testemunho, a foi orientada pelo juiz presidente do Tribunal Constitucional, que curiosamente, ocorrer no mesmo dia (26 de Setembro) da primeira investidura de um presidente eleito e no mesmo local.

 

O novo Presidente João Lourenço entrará na história de Angola como o primeiro Presidente a ser investido na presença do seu antecessor. Além do que terá também, em memória, a “bênção” do Dr. Agostinho Neto, já que o palco da cerimónia de investidura foi no o Memorial Dr. António Agostinho Neto (MAAN), construído em memória ao fundador da Nação.

 

A cerimónia decorreu na Praça da República, serviu também para a investidura do vice-presidente da República, Bornito de Sousa, foi orientada pelo presidente do Tribunal Constitucional, Rui Ferreira, na presença de mais de 30 mil pessoas, incluindo Chefes de Estados e de Governo convidados, (ANGOP, 2017).

 

O novo chefe de Estado de Angola, João Lourenço, completou no dia 04 de Janeiro de 2018, os 100 dias de liderança, marcados por um discurso de acérrimo combate à corrupção e más práticas, e uma ruptura com a máquina de Governo que recebeu de José Eduardo dos Santos.

 

Em 100 dias como Presidente da República, as mais de 300 nomeações feitas por João Lourenço, que corresponderam a várias dezenas de exonerações, incluindo da empresária Isabel dos Santos, filha do anterior chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, da Sonangol, e de mais de 30 oficiais generais em posições de topo na hierarquia militar, valeram-lhe a alcunha nas redes sociais: "O exonerador implacável", (Sic Notícias, 2018).

Figura nº 1. Presidente da República de Angola João Manuel Gonçalves Lourenço

Joao-Lourenco.jpg

 Fonte: (AngoRussia, 2018).

 

1. Composição do novo Governo de João Lourenço
Governo tem 12 ministras num elenco de 32 e todos os 18 governadores são homens. Trinta e dois ministros fazem parte do novo Governo de Angola:

 

  1. Adão Francisco Correia de Almeida, licenciou-se em Direito pela Universidade Agostinho Neto (UAN) (Ministro do Território e Reforma do Estado) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de Vice-Ministro da Administração do Território para os Assuntos Institucionais e Eleitorais;
  2. Ana Maria da Sousa e Silva (Secretária do Conselho de Ministros) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de secretária Adjunta do Conselho de Ministros.
  3. Ana Paula Chantre Luna de Carvalho, licenciou-se em Planificação da Economia Nacional pela Universidade Martin Luther (Martin Luther Universitât/ Halle - Wittenberg - Alemanha) (Ministra do Ordenamento do Território e Habitação) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de Presidente da APIMA – Associação dos Profissionais do Imobiliário de Angola;
  4. Ana Paula Sacramento Neto, licenciou-se em Química e Física pela Universidade Agostinho Neto (UAN) (Ministra da Juventude e Desportos) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de Secretária de Estado para o Desporto;
  5. Ângelo da Veiga Tavares, licenciou-se em Economia pela Universidade Agostinho Neto (UAN) (Ministro do Interior) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o mesmo cargo;
  6. Aníbal João da Silva Melo, licenciou-se em Comunicação Social (Ministro da Comunicação Social);
  7. Augusto Archer de Sousa Mangueira, licenciou-se em Economia na Escola Superior de Economia “Bruno Leuschner” em Berlim-Alemanha (Ministro das Finanças) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o mesmo cargo;
  8. Augusto da Silva Tomás, licenciou-se em Economia pela Universidade Agostinho Neto (UAN) (Ministro dos Transportes) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o mesmo cargo;
  9. Bernarda Gonçalves Martins, licenciou-se em Química pela Universidade Agostinho Neto (UAN) (Ministra da Indústria) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o mesmo cargo;
  10. Carolina Cerqueira, licenciou-se em Direito pela Universidade Agostinho Neto (UAN) (Ministra da Cultura) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o mesmo cargo;
  11. Diamantino Pedro Azevedo (Ministro dos Recursos Minerais e Petróleos) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Ferrangol;
  12. Francisco Queiroz, licenciou-se em Direito pela Universidade Agostinho Neto (UAN) (Ministro da Justiça e Direitos Humanos) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, no cargo de Ministro da Geologia e Minas;
  13. Frederico Manuel dos Santos e Silva Cardoso, licenciou-se em Direito pela Universidade Agostinho Neto (UAN) (Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de Secretário do Conselho de Ministros;
  14. Jesus Faria Maiato (Ministro da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de Director do Gabinete Jurídico da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS);
  15. João Baptista Borges, licenciou-se em Engenharia Electrotécnica pela Universidade Agostinho Neto (UAN) (Ministro da Energia e Águas) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o mesmo cargo;
  16. João Ernesto dos Santos "Liberdade", licenciou-se em Ciências Políticas (Ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de Governador da Província do Moxico;
  17. Jofre Van-Dúnem Júnior, licenciou-se em Economia pela Universidade Agostinho Neto (UAN) (Ministro do Comércio) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de Presidente do Conselho de Administração do Entreposto Aduaneiro.
  18. José Carvalho da Rocha, licenciou em Física na especialidade de Electrónica pela Universidade Agostinho Neto (UAN) (Ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o mesmo cargo;
  19. Manuel Domingos Augusto, licenciou-se em Direito Internacional Público (Ministro das Relações Exteriores) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de Secretário de Estado das Relações Exteriores;
  20. Manuel José Nunes Júnior, licenciou-se em Economia pela Universidade Agostinho Neto (UAN) (Ministro de Estado e do Desenvolvimento Económico e Social) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de Ministro de Estado e da Coordenação Económica;
  21. Manuel Tavares de Almeida, licenciou-se em Engenharia Civil (Ministro da Construção e Obras Públicas) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de Director para o Gabinete do Projecto Baynes, Aproveitamento Hidroeléctrico Binacional no rio Cunene em parceria com a República da Namíbia;
  22. Marcos Alexandre Nhunga, licenciou-se em Agronomia no Instituto Superior de Tashkent-Ubzequistão (Ministro da Agricultura e Florestas) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o mesmo cargo;
  23. Maria Ângela Teixeira de Alva Sequeira Bragança, licenciou-se em Ciências Sociais (Ministra da Hotelaria e Turismo) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de Secretária de Estado da Cooperação;
  24. Maria Cândida Teixeira, licenciou-se em Física pela Universidade Agostinho Neto (UAN) (Ministra da Educação) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de Ministra da Ciência e Tecnologia;
  25. Maria do Rosário Bragança Sambo, licenciou-se em Medicina pela Universidade Agostinho Neto (UAN) (Ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de reitora da Universidade Agostinho Neto (UAN);
  26. Paula Cristina Domingos Francisco Coelho (Ministra do Ambiente) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de Secretário de Estado para a Biodiversidade e Áreas de Conservação;
  27. Pedro Luís da Fonseca, licenciou-se em Economia pelo Instituto Superior de Economia Karl Marx – Sófia/Bulgária (Ministro da Economia e Planeamento) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de Secretário de Estado para o Planeamento e Desenvolvimento Territorial;
  28. Pedro Sebastião (Ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de Governador da Província do Zaire;
  29. Salviano de Jesus Sequeira, Curso de Oficiais Superiores na Escola de Oficiais Superiores no Huambo (Ministro da Defesa Nacional) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de Secretário de Estado para os Recursos Materiais e Infra-estruturas;
  30. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, Cardiologista (Ministra da Saúde);
  31. Victória Francisco Correia Conceição (Ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de Secretária de Estado da Família e Promoção da Mulher;
  32. Victória Francisco Lopes Cristóvão de Barros Neto, licenciou-se em Biologia pela Universidade Agostinho Neto (UAN) (Ministra das Pescas e do Mar) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o mesmo cargo;

Presidente da República divulgou igualmente os Governadores Provinciais. Todos os 18 nomeados são homens. Eis a lista:

  1. Adriano Mendes de Carvalho, licenciou-se em Direito Internacional Público (Governador de Luanda) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de Administrador Municipal do Icolo e Bengo;
  2. Eugénio César Laborinho, licenciou-se em Psicologia (Governador de Cabinda) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de Vice-Ministro do Interior para a Protecção Civil e Bombeiros de Angola;
  3. José Joana André, licenciou-se em Engenharia Civil e Industrial pelo Instituto Superior de Engenharia Civil e Industrial de Kharkov na ex-URSS (Governador do Zaire) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o mesmo cargo;
  4. Mpinda Simão (Governador do Uíge) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de Ministro da Educação;
  5. João Bernardo De Miranda, licenciou-se em Direito (Governador do Bengo) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o mesmo cargo;
  6. José Maria Ferraz dos Santos, licenciou-se em Direito (Governador do Kwanza Norte) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o mesmo cargo;
  7. Norberto Fernandes dos Santos (Governador de Malanje) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o mesmo cargo;
  8. Ernesto Muangala (Governador da Lunda Norte) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o mesmo cargo;
  9. Ernesto Fernando Kiteculo (Governador da Lunda Sul) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de Vice-Governador do Cuando Cubango para o Sector Político e Produtivo;
  10. Manuel Gonçalves Muandumba, licenciou-se em Direito pela Universidade Lusíada (Governador do Moxico) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de Ministro da Juventude e dos Desportos;
  11. Eusébio De Brito Teixeira (Governador do Kwanza Sul) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o mesmo cargo;
  12. Rui Luís Falcão Pinto de Andrade, licenciou-se em Psicologia do Ensino pelo Instituto Superior de Ciências da Educação da Universidade Agostinho Neto (ISCED) (Governador de Benguela) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o cargo de Governador da Província do Namibe;
  13. João Baptista Kussumua, licenciou-se em Geografia pelo Instituto Superior de Ciências da Educação da Universidade Agostinho Neto (ISCED) (Governador do Huambo) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o mesmo cargo;
  14. Álvaro Manuel De Boavida Neto, licenciou-se em Pedagogia (Governador do Bié) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o mesmo cargo;
  15. Carlos Da Rocha Cruz (Governador do Namibe) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o mesmo cargo;
  16. João Marcelino Tyipinge (Governador da Huíla) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o mesmo cargo;
  17. Kundhi Paihama (Governador do Cunene) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o mesmo cargo;
  18. Pedro Mutinde (Governador do Kuando Kubango) – Pertenceu no anterior Governo do Presidente Cessante, com o mesmo cargo.

 

Conclusão

Em suma, notamos que, na sua maior parte, quer os Ministros e Governadores de Angola, possuem troco comum, como é obvio são do partido da posição, o MPLA - Movimento Popular de Libertação de Angola, e a formação superior da Universidade Agostinho Neto (UAN).

 

Percebemos que em Angola, dificilmente existe casos de exoneração, recentemente acompanhamos o caso do Lionídio Gustavo Ferreira de Ceita, Ex-Presidente do Conselho de Administração da Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL), que foi exonerado e agora nomeado para Administrador Não Executivo da Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE).

 

Com isso, os exonerados e nomeados, todos vem do anterior Governo do Presidente Cessante José Eduardo dos Santos.

 

Todavia, perguntamos será que são auto-suficiente ou superdotado, que devem ser sempre as mesmas pessoas a rodearem o aparelho do Estado? Quando teremos oportunidade de ver a despartidarização do Estado e olharem na Constituição e na Lei que “todos são iguais perante a lei”, devem ter as mesmas oportunidades.

 

Estamos expectantes com o novo Presidente João Lourenço, onde foi considerado segunda personalidade mais importante do mundo, numa lista liderada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, João Lourenço supera Emmanuel Macron, Presidente francês, no chamado top 3 das figuras internacionais, (Angorussia, 2018). Com este exercício realizado, conseguimos responder à pergunta do nosso tema. R: existe apenas troca de pasta.

Referências Bibliográficas

ANGOP. (2017). Investidura2017: A 72 horas da constituição da 4.ª República. Luanda: ANGOP - Agência Angola Press. Obtido em 16 de Dezembro de 2017, de http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/politica/2017/8/38/Investidura2017-horas-constituicao-Republica,ba062826-8ef8-43b1-9556-d901ef33a065.html

AngoRussia. (2018). João Lourenço considerado segunda personalidade mais importante do mundo . Luanda: AngoRussia. Obtido em 08 de Janeiro de 2018, de https://angorussia.com/noticias/angola-noticias/joao-lourenco-considerado-segunda-personalidade-importante-do-mundo/

Deutsche Welle. (2017). João Lourenço empossa 32 ministros. Deutsche Welle. Obtido em 08 de Janeiro de 2018, de http://www.dw.com/pt-002/jo%C3%A3o-louren%C3%A7o-empossa-32-ministros/a-40759797

Sic Notícias. (2018). Primeiros cem dias do Presidente angolano ao ritmo de três nomeações diárias. Lisboa. Obtido em 08 de Janeiro de 2018, de http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2018-01-02-Primeiros-cem-dias-do-Presidente-angolano-ao-ritmo-de-tres-nomeacoes-diarias

 

[1] Graduado no Curso de Administração Pública, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais (CIS), evandro.amaral2015@hotmail.com; 

02
Fev18

CRIANÇAS PEDINDO ESMOLA TODOS OS DIAS PARA SUSTENTO NO SHOPPING AVENIDA (CANDANDO) E ACADEMIA BAI


Evandro José Coelho do Amaral

CRIANÇAS PEDINDO ESMOLA TODOS OS DIAS PARA SUSTENTO NO SHOPPING AVENIDA (CANDANDO) E ACADEMIA BAI

CHILDREN ASK FOR ESMOLA EVERY DAY FOR SUPPORT AT THE SHOPPING AVENUE (CANDANDO) AND BAI ACADEMY

NewPaper nº 06/2018

Amaral, Evandro José Coelho do [1]

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Resumo

Este artigo, procura saber as razões que levam essas crianças em deslocar-se todos os dias rumo à rua 21 de Janeiro (Rua do Kikagil) – Morro Bento 2, local onde encontra-se localizado o Shopping Avenida (Candando) e a Academia BAI, para pedir esmola ou prestar serviços de engraxate, a fim de conseguir em troca dinheiro ou alimentação.

 

Palavras-chaves: Crianças, Shopping Avenida e Academia BAI.

Abstract

This article seeks to find out the reasons why these children travel every day to the street 21 de Janeiro (Rua do Kikagil) - Morro Bento 2, where is located Shopping Avenue (Candando) and Academia BAI, to ask for alms or to provide shoe shine services in order to get money or food in exchange.

Keywords: Children, Avenida Mall and BAI Academy.

 

Introdução

Os pré-adolescentes, que foram entrevistados tem a idade entre 9 anos à 13 anos de idade, são iletrados e nem se quer possuem registro civil (sendo assim apátrida), na sua maioria é de sexo masculino, residente na rua 28, próximo ao cajueiro, bairro Golfo 2, adjacente a lixeira, na Avenida Pedro de Castro Van-Dúnem Loy, Luanda. Poucos vivem com seus pais, outros não possuem pais (por motivos de falecimento), outra hipótese que revelaram, os seus progenitores, encontram-se numa das províncias de Angola. Sendo assim, que eles vivem com familiares (como Tio (a), Avó (â) …), amigos (as) ou nas ruas de Luanda.

 

Alguns economistas, explicam que os desalojados, para voltar sempre no local habitual, sendo que envolve custo (transporte, alimentação…), é porque existe rendimento.  Segundo eles, explicam, como chegam todos os dias, no Morro Bento 2, falam que sobem na porta de trás do transporte público (autocarros), sem serem vistos, para não pagarem, e se os autocarros, estiverem difíceis, vem de táxi (chamados candongueiros), quando chegam no seu destino, colocam em fuga e acabam de não pagar o táxi.

 

Figura nº 1. Adolescentes que usualmente pedem esmola e são engraxate

 

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 Fonte: Foto do Autor (Janeiro, 2018).

 

  1. Dificuldades encontradas pelos Adolescentes

Como a lei da vida diz, só os fortes sobrevivem, com isso, revelam que, muitas vezes submetem-se a passar por humilhações, insultos, maltratos (batem-os) e até mesmo a ameaças com arma de fogo por pedir dinheiro ou comida. Dizem que, são impedidos de entrar e xotados pelos seguranças dos estabelecimentos quer da Avenida e da Academia BAI, por estarem a perturbar os clientes desses estabelecimentos.

 

Os motivos que os leva, a permanecerem nestes estabelecimentos privados, são por motivos financeiros, para ajudar o seu representante legal (titular), das despesas de casa e para sua sobrevivência. Onde muitos dos representantes desses adolescentes são desempregados, fazem negócios no (mercado informal), e não conseguem colocar as crianças na escola e nem o regista-lo.

 

  1. Shopping Avenida (Candando)

Teve a inauguração no dia 10 de Maio de 2016 em Luanda, o hipermercado "Candando", investimento de 40 milhões de dólares. Inserida no Shopping Avenida, primeira loja do grupo de distribuição Contidis, foi inaugurada na presença de cinco ministros angolanos (Comércio, Indústria, Pesca, Agricultura e Economia) e ocupa uma área de 10.000 metros quadrados, (Jornal de Negócios, 2016).          

 

No âmbito da sua da estratégia global de responsabilidade social, orientada para a promoção do desenvolvimento sustentável nas áreas da saúde, educação e nutrição infantil, o Candando lançou em 2016 o projecto Arredonda. Na sua primeira edição o Arredonda angariou 8,5M akz para beneficiar o Hospital Pediátrico David Bernardino.

 

O valor angariado permitiu equipar o Hospital Pediátrico com 29 aparelhos de ar condicionado, assegurando a renovação da climatização das unidades de Cuidados Intensivos, Cuidados Intermédios, Banco de Urgência, Hospital de Dia, Consulta Externa e Depósito de Farmácia. Esta iniciativa contribuiu para a melhoria da qualidade do ar e bem-estar das crianças hospitalizadas.

 

Em 2017 o Candando lança a 2ª edição do Arredonda, com o objectivo uma vez mais de angariar fundos para melhorar as condições de hospitalização das crianças do Hospital Pediátrico David Bernardino, (Candando, 2017).

 

Apelamos ao Candando Hipermercado, S.A, no acto da sua responsabilidade acima referenciada, que ajudassem essas crianças, porque é deselegante e constrangedor, ver elas, por vezes descalças e pobremente vestidas, ficarem fora do estabelecimento, a solicitarem algum serviço, dinheiro ou comida, aos clientes da mesma, onde o estabelecimento possuí esses aparatos.

 

3.Academia BAI

O Banco Angolano de Investimentos (BAI) foi o primeiro banco comercial privado a constituir-se em Angola e, mantendo este pioneirismo, os líderes da gestão da instituição conceberam um projecto decidindo investir na criação de uma Empresa com o nome SAESP – Sociedade Angolana de Ensino Superior Privado ou - a Academia BAI (a marca adoptada que abrange os elementos geridos pela SAESP) - um centro de aprendizagem, de conhecimento, e de cultura empresarial, académica e profissional.

 

A Academia BAI está dimensionada para albergar profissionais da Instituição BAI e outros que procurem melhorar os seus níveis de profissionalismo, além da província de Luanda.

 

A Academia tem uma área construída de 19.787, 97 metros quadrados, o terreno 10.830,00 metros quadrados, e a área de implantação 4.386,37 metros quadrados, (Academia Bai, 2014).

 

As acções de Responsabilidade Social são cuidadosamente planeadas e operacionalizadas pela Fundação BAI, a organização do Grupo BAI sem fins lucrativos.

 

Em 2015, a Fundação BAI continuou a apoiar vários projectos e iniciativas ao nível do sector social, da cultura, saúde e bem-estar, educação e desporto, (Banco Bai, 2015).

 

Também apelamos no acto da responsabilidade social da Academia BAI, que ajudassem no bem-estar e educação desses adolescentes, o chamado o futuro do amanhã.

 

Conclusão

Em suma, notamos que, esse fenómeno social, não ocorre apenas no Morro Bento 2. Luanda, continua a registar um aumento no número de crianças de rua, algumas abandonadas pelos próprios progenitores, outras fugidas de casa ... O dia-a-dia dos meninos de rua é uma rotina que se resume em pedir esmolas e fazer alguns trabalhos tais como carregar sacos, engraxate e lavar carros. O fraco investimento em escolas e na saúde pública, vem criando, esses problemas, que assola muitos cidadãos angolanos. Esperamos que possam criar condições de aumentarem mais infra-estrutura de ensino.

 

Apelamos a sociedade civil, as Igrejas, Instituições públicas e privadas, fundações, Protecção Social, Segurança Social, Associações, organizações nacionais e internacionais, ao Governo de Angola, que ajudassem essas crianças, com o direito ao registro civil, em terem uma vida harmoniosa, a fim de poderem concretizar seus sonhos e pretensões. 

Referências Bibliográficas

Academia Bai. (2014). Quem Somos: Mensagem da Administração. Luanda: Academia Bai. Obtido em 06 de Janeiro de 2018, de http://www.academiabai.co.ao

Banco Bai. (2015). Responsabilidade Social. Luanda: Banco Bai. Obtido em 06 de Janeiro de 2018, de https://www.bancobai.ao/institucional/responsabilidade-social/

Candando. (2017). Responsabilidade Social. Luanda: Candando Hipermercado, S.A. Obtido em 06 de Janeiro de 2018, de http://www.candando.com/arredonda/

Jornal de Negócios. (2016). Isabel dos Santos na inauguração do hipermercado em Luanda: "É nosso". Jornal de Negócios. Obtido em 06 de Janeiro de 2018, de http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/comercio/detalhe/isabel_dos_santos_na_inauguracao_do_hipermercado_em_luanda_e_nosso

 

[1] Graduado no Curso de Administração Pública, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais (CIS), evandro.amaral2015@hotmail.com; 

02
Fev18

PROBLEMAS GRAVÍSSIMOS NA RUA 21 DE JANEIRO (BAIRRO MORRO BENTO 2)


Evandro José Coelho do Amaral

PROBLEMAS GRAVÍSSIMOS NA RUA 21 DE JANEIRO (BAIRRO MORRO BENTO 2)

GRAVIS PROBLEMS IN THE STREET 21 JANUARY (BAIRRO MORRO BENTO 2)

NewPaper nº 05/2018

Amaral, Evandro José Coelho do [1]

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Resumo

Este artigo surgi na sequência dos diversos problemas identificados, neste local, nas áreas de: energia e águas, saúde, educação, meio ambiente, poluição sonora, social, cultural, parques urbanos, arborização e zonas verdes. E tem como objectivo de despertar o Governo da Província de Luanda, acerca das várias vicissitudes que os moradores desta rua passam.

Palavras-chaves: Rua 21 de Janeiro, Problemas e Rua do Kikagil.

 

Abstract

This article arose from the various problems identified in this area in the areas of: energy and water, health, education, environment, noise, social and cultural pollution, urban parks, afforestation and green areas. And it aims to awaken the Government of the Province of Luanda, about the various vicissitudes that the residents of this street pass.

Keywords: Rua 21 de Janeiro, Problems and Rua do Kikagil.

 

Introdução

Segundo a Lei n.º 18/16 de 17 de Outubro de 2016, que aborda a nova divisão política administrativo da Província de Luanda. O Município de Luanda compreende os Distritos Urbanos do Sambizanga, do Rangel, da Maianga, da Ingombota, da Samba, do Neves Bendinha e do Ngola Kiluanje.

 

Sendo que a Rua 21 de Janeiro (Rua do Kikagil), encontra-se situado no Distrito Urbano da Samba. Esta rua liga as avenidas 21 de Janeiro e Pedro de Castro Van-Dúnem “Loy”, em Luanda.

 

No dia 22 de Agosto de 2013, foi reaberta à circulação rodoviária, após obras de melhorias das suas componentes. Com uma extensão de um quilómetro e 300 metros, a abertura do referido troço visa diminuir o engarrafamento diário registado nas vias de acesso e saída da capital nos três períodos do dia.

 

O director provincial de Trânsito, Tráfego e Mobilidade de Luanda, Jorge Bengue fez saber que foram feitas pequenas alterações a nível do próprio plano de circulação geral da estrada. "Há um troço nos últimos 200 metros da ligação desta via com a Avenida 21 de Janeiro, onde foi invertido o sentido de circulação, que passa a ter um sentido único", sustentou.

 

A directora provincial do Instituto de Estradas de Angola (INEA), Rosaria Quiala, disse que a intervenção da via esteve a cargo da construtora brasileira Odebrecht e teve duração de seis meses.

 

Segundo afirmou, o itinerário beneficiou de restauro em toda parte dos seus passeios, com inclusão de iluminação pública, recuperação de lancis, rede de drenagem de esgoto, sinalização horizontal e vertical, entre outros, (ANGOP, 2013).

Figura 1. Trânsito na Rua do Kikagil reaberto à circulação

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Fonte: (ANGOP, 2013).

 

  1. Problemas Identificados na Rua 21 de Janeiro

Trazemos alguns problemas que esperamos que sejam superados com maior brevidade, a saber:

  1. Energia e Águas: explicam os moradores, em termo de energia eléctrica, houve uma melhoria com a subestação e central térmica da Multiperfil, mas tem dias, que ocorre muitas restrições, para beneficiar outros bairros em detrimento da Rua 21 de Janeiro. Outra situação é concernente alguns Posto de Transformação (PT), encontram-se subcarregados, porque o PT em subcargas, tem a tendência em aquecer, a se desactivar ou a se danificar, criando prejuízos para a ENDE e deixando muitos clientes sem energia. O PT, que frequentemente ocorre este problema é o PT 113 (encontra-se localizada, junto a Agência creditada da ENDE – Construções Zeferino, próximo a Clinica São José, frente a ELISAL), e para acrescentar a energia eléctrica fornecida, não é de 220 v (é instável, por vezes muito fraca, que não funciona os aparelhos de ar condicionado). O sistema de iluminação pública desta rua, os postes continuam a enfeitar as vias que continuam às escuras. Sobre a questão da água, foram instaladas torneiras de águas nas residências dos moradores no final de 2016 ao inicio de 2017, mas até agora nem uma gota saiu, os residentes são obrigados a carretar água e comprar aos camiões cisternas de água do sector privado, que todos os meses vêm prestar serviços de venda, distribuição e fornecimento de água (própria e apropriada para o consumo humano) na população angolana, sem fiscalização do Governo.
  2. Saúde: nesta rua carece de hospitais públicos. As clínicas médicas privadas, existente são: Clínica São José, Clínica Castelo, Clínica Vinde a Mim, Clínica LibaCuban, Clínica Ango-Cuba e Clínica Multiperfil (localizado na avenida 21 de Janeiro), estas clínicas possuem preços alto que muitos moradores, não conseguem pagar. Já as clínicas comparticipadas, onde a procura é maior, como é o caso da Clínica São José (situado na Escola Católica São José) e a Clínica das Madres (situado nas proximidades do Agro Santos e a Universidade Independente de Angola (UNIA)). As clínicas públicas, encontram-se na Samba e na Rua Anghotel, onde as condições hospitalares são precárias.
  3. Educação: para esta rua, dizem os moradores, que a falta de infra-estrutura escolar público é preocupante, onde apenas existe uma Escola do Ensino Primário nº 1017 ex 1016 (pré-escolar até 6 classe) e uma comparticipada, sendo a Escola Católica São José Primária, I e II Ciclo do Ensino Secundário nº 1018 ex 1030 e as restantes são do sector privado a saber: Colégio Graceland, Colégio Saber, entre outras. Os moradores clamam por escolas públicas, recentemente a ministra da educação de Angola, Maria Cândida Pereira Teixeira, revelou em existir apenas disponibilidade de 7% para crianças de idade ao ensino primário e 93% ficaram fora de ensino. Ainda para salientar que não possui, nenhum centro de formação profissional.
  4. Meio Ambiente: quando a ELISAL - Empresa de Limpeza e Saneamento de Luanda, atrasa na recolha de resíduos sólidos ou quando existe elevado aglomerado de lixo, a população coloca fogo, e assim coloca em causa o meio ambiente. Também possui a falta de saneamento básico, onde poderá causar diversas doenças nomeadamente: cólera, disenteria bacilar, hepatite infecciosa, diarreias (responsáveis por grande parte da mortalidade infantil), Infecções de pele e olhos (sarnas, fungos de pele), tracoma (infecção nos olhos), infecções causadas por piolhos, malária, febre amarela e dengue, doenças do sono (causa sono mortal), oncocercose (causa cegueira), poliomielite, hepatite A, entre outras, (Portal São Francisco, 2017). Nos parágrafos acima, conseguimos observar, sem o saneamento básico, como podem prejudicar o meio ambiente e consequentemente a população. Em Luanda, o esgoto não recebe qualquer tipo de tratamento e acaba contaminado o solo, os rios, os oceanos e até mesmo mananciais que abastecem as cidades com água. Um exemplo, claro e evidente, é da rua 21 de Janeiro (Rua do Kikagil), onde alguns moradores, ligaram o seu esgoto na colecta de esgoto (destinada apenas para águas pluviais), consequências, cheiro de fezes, causando doenças e vem incomodando os moradores e automobilista que passa nesta via. Hoje denominada “a rua que cheira mal”. A falta de fiscalização relacionada as prestadoras de serviços de churrasco na Rua do Kikagil, coloca em causa a  poluição ambiental. A fumaça em contacto com a boca é que provoca o câncer", diz Kowalski[2].
  5. Poluição Sonora: existe nesta rua, as vezes chamada a “rua que não dorme”, sendo uma zona residencial, ocorre tanto barulho que não deixa as pessoas descansar", questiona-se os moradores desta rua, em especial na Shoprite, explicam que possa ocorrer, diferenciados aparelhos de som e cada individuo a tocar diferentes músicas em qualquer hora do dia, visivelmente agastado com a anarquia que toma conta da zona onde residem, principalmente aos fins-de-semana. São obrigados a tolerar esta situação, porque, se fizerem queixa e se aperceberem, são ameaçados.
  6. Social: nesta rua ocorre situações de: prostituição, delinquência, venda e consumo exagerado de droga e álcool. A ausência de associações sociais e esquadras polícias, tem contribuído para esses problemas.
  7. Cultural: falta de promoção das artes e da cultura enquanto espaço de convívio de jovens de diferentes níveis sociais (como: cinema, museus, galerias e bibliotecas), falta de formação especializada nas áreas de estudos, investigação e gestão cultural
  8. Parques Urbanos: O estudante finalista do curso de Arquitectura e Urbanismo, Bernardo Sambandi Firmino do Instituto Superior Politécnico Alvorecer da Juventude (ISPAJ), explica quão é difícil de encontrar parques urbanos em Luanda, acrescentou dizendo que, a população angolana, tem poucos locais recreativos de lazer, porque cria um sentimento prazeroso da vida. Deu exemplo: quando é cortado o fornecimento da corrente eléctrica, muitos moradores poderiam estar a divertir-se nestes parques, mas isso não sucede nesta rua ou mesmo quase todo Luanda, com isso, levam muitos jovens a praticar actos ilícitos e a envergarem no alcoolismo, drogas e delinquências.
  9. Arborização: são todo e qualquer local que tenha uma árvore plantada no perímetro urbano da cidade. Seja ela uma área pública, semi-pública ou particular, bosque, mata ciliar e outros desde que dentro da área urbana, segundo Milano (1988) Apud Santos (1997, p. 06). A aposta em árvores seria uma obrigação de todos cidadãos, sendo que, as construções de moradias, digo nos muros são altos (devido a criminalidade em Luanda), isto é, contraditório, comparando os países desenvolvido, os muros são pequenos ou não existem; no caso de Angola, deveríamos apostar mais em arborização, porque sendo um país tropical, não teria a necessidade de ter esses muros altos e sim mais árvores. Embora já, teve muita iniciativa por parte do governo, de diversas campanhas de plantação de um milhão de árvores em todo país, sob o lema “pense, plante uma árvore e da vida”, inserido nas comemorações do Dia Mundial da Árvore e das Florestas, que é assinalada no dia 31 de Março.
  10. Zonas Verdes: a falta de zonas verdes, nos passeios, é um dos requisitos das zonas urbanas e para o desenvolvimento sustentável dos seres humanos. Nesta rua carece de zonas verdes, sendo também um problema de quase muitos municípios da província de Luanda.

Conclusão

Em suma, notamos com esse exercício realizado, podemos contribuir significativamente para poster resolução destes problemas. Percebemos que na Rua 21 de Janeiro, carece de posto ou destacamento da Polícia Nacional, piquete da ENDE e dos serviços de Bombeiros para o funcionamento dos serviços de 24h/24h.

 

Identificamos ausência de uma Lei sobre ruído em Luanda. A inexistência de serviços da Administração Pública, como forma da descentralização dos serviços, houve um morador, para tratar o seu Bilhete de Identidade, teve que passar a noite no posto do Serviço de Identificação Civil e Criminal da Samba.

 

Também é comum, observamos vários governantes, administradores, trabalham sem estatística da população, tornando assim, difícil a sua boa governação, apelamos na reestruturação do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola, que passa a ser independente e que não espera apenas da ajuda externa para realizar as suas obrigações.

 

Referências Bibliográficas

Amaral, M. F. (2017). Produção e Distribuição de Energia Eléctrica na Província de Luanda. Luanda: CIS – Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais.

ANGOP. (2013). Trânsito na rua do Kikagil reaberto à circulação. Luanda: ANGOP - Agência Angola Press. Obtido em 07 de Janeiro de 2018, de http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/reconstrucao-nacional/2013/7/34/Transito-rua-Kikagil-reaberto-circulacao,94e8aea3-a2f5-4ccf-bb5f-027d25fbe038.html

Portal São Francisco. (2017). Saneamento Básico. Minas Gerais: Portal São Francisco. Obtido em 23 de Dezembro de 2017, de http://www.portalsaofrancisco.com.br/biologia/saneamento-basico

Santos, P. (1997). A Precepção dos Moradores sobre a Arborização de Rondonópolis-MT UFMT 1997. (Monografia). Mato Grosso: DEGEO/ICHS/ Universidade Federal de Mato Grosso.

 

[1] Graduado no Curso de Administração Pública, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais (CIS), evandro.amaral2015@hotmail.com;

 

[2] Professor Luiz Paulo Kowalski, Director do departamento de cirurgia de cabeça e pescoço do Hospital de Câncer A.C. Camargo, de São Paulo, professor da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e uma das maiores autoridades mundiais em câncer de boca, com várias publicações no Exterior.

 

 

 

 

 

02
Fev18

O RACISMO EM ANGOLA


Evandro José Coelho do Amaral

O RACISMO EM ANGOLA

RACISM IN ANGOLA

NewPaper nº 04/2018

 

AMARAL, Evandro José Coelho do[1]

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RESUMO

Este trabalho foi realizado, com intuito de perceber melhor sobre o racismo contra brancos e mestiços em Angola, para tal, foi realizado um estudo de caso, que culminou com pesquisas de campo, agregando uma amostra de 50 “Cidadãos”, repartidos como se segue: 20 Indivíduos do sexo Feminino = 40% e 30 Indivíduos do sexo Masculino = 60%. Foi abordado, o racismo no contexto angolano. Actualmente, vemos vários casos de racismo na Europa, mas que quando denunciado, é crime. Já em Angola, devido o processo colonial e da escravatura, foi incutido em muitos angolanos, e passado de geração a geração que o “Europeu é mau”, “nos escravizou”, em outras palavras, o angolano, ainda se encontra com o orgulho ferido. Existem alguns africanos (angolanos), que por vezes chegam a ser mais racistas, do que os Europeus. Com o presente estudo, concluímos que os nossos objetivos foram alcançados, e as hipóteses foram confirmadas.

Palavras-chave: Racismo, Mestiço, Branco, Europa e Angola.

 

ABSTRACT

This work was carried out in order to better understand racism against whites and mestizos in Angola. A case study was carried out, culminating in field research, adding a sample of 50 "Citizens", distributed as follows: 20 Individuals of the Female Sex = 40% and 30 Individuals of the Male Sex = 60%. Racism was addressed in the Angolan context. At the moment we see several cases of racism in Europe, but that when denounced is a crime. Already in Angola, due to the colonial process and slavery, it was instilled in Angola, and passed from generation to generation that the "European is evil", "enslaved us", in other words, the Angolan, still has it´s pride hurt. There are some Africans (Angolans) who are sometimes more racist than the Europeans. With the present study, we conclude that our objectives were achieved, and the hypotheses were confirmed. 

Keywords: Racism, Mestizo, White, Europe and Angola.

 

INTRODUÇÃO

O Presente trabalho intitulado "o racismo em Angola", tem por finalidade, o estudo de um dos temas mais polémicos e interessantes.

 

Angola, Estado independente, localizado no sudoeste da África; limitado ao norte e a leste pela República Democrática do Congo (antigo Zaire), a leste pela Zâmbia, ao sul pela Namíbia e a oeste pelo oceano Atlântico. O território angolano, é dividido por uma faixa do antigo Zaire, que vai até o mar, deixando separado o pequeno enclave de Cabinda, limitado ao norte pela República do Congo, a leste e ao sul pela República Democrática do Congo e a oeste pelo oceano Atlântico. O território de Angola, foi anteriormente conhecido pelo nome de África Ocidental Portuguesa, a sua actual denominação é República de Angola, possui uma superfície de 1.246.700 Km2. Tendo conquistado a sua independência em 11 de Novembro de 1975, sobre uma intensa guerra civil que vitimou muitos angolanos, e culminou em 2002. A capital é a cidade de Luanda.

 

Concernente ao racismo, é de salientar que, muitos confundem racismo com preconceito, sendo o preconceito uma discriminação de alguém, sem o ter conhecido, ou seja, ter um olhar, um pensamento, critica sobre alguém, numa primeira instância.

 

Já o racismo, é a discriminação social, baseada no conceito de que existem diferentes raças humanas, e que uma, é superior às outras.

 

O racismo, encontra-se enraizado, em toda a parte do mundo, conforme referenciado anteriormente, muitos acabam por não serem racistas, mas o preconceito que todo o ser humano possui, e que é, temporal.

 

Contextualizando esta prática em Angola, e comparando com Portugal, teríamos que voltar na história. A história mostra-nos, que os Portugueses, sob o comando de Diogo Cão, no reinado de D. João II, chegam foz do rio Zaire em 1482, de onde iniciaram, a conquista da região, que incluía, Angola.

 

Por sua vez, o povo Africano (angolano), deu a superioridade aos portugueses, discriminando-se a si mesmo, devido ao avanço tecnológico daquela época e dos produtos que Diogo Cão, trazia, para trocar: (missangas, espelhos, tecidos, aguardente e outros artigos baratos).

 

Ainda continuo a dizer, que discordo de certas opiniões, que vêm dizendo que: “estamos condenados a sermos racistas”, porque este preconceito, pode ser reduzido, o que tem estado a acontecer, devido ao trabalho das várias organizações internacionais, isso ainda acontece, por falta de conhecimento e ignorância. O mesmo caso, acontece com os (E.T.- extraterrestres), muitos dizem, que são uma raça muito inteligente, mas sem antes conhecê-los, dão-lhes logo, superioridade.

 

Hoje, muitos Africanos, falam mal dos europeus, sem antes saberem as origens históricas, “o desenvolvimento da Europa, foi o atraso ou o subdesenvolvimento de África,” outro aspecto importante foi o subdesenvolvimento de África, será que sem a vinda dos Europeus em África, o continente seria o que é hoje? Muita coisa que foi feita, ou esta a ser feito em Angola, é graças ao árduo trabalho incessante dos Europeus.

 

Também a historia, mostra-nos, que Portugal, teve uma das melhores administrações, que era de (assimilação para todos) a aculturação do Europeu, vestir-se como o Europeu; onde muitos angolanos ganharam cidadania portuguesa.

 

Por outro, a questão da escravatura, onde muitas pessoas, apontam o dedo aos Europeus, sem antes saberem, que os africanos participaram directamente e indirectamente na escravatura; Os africanos também escravizaram, e vendiam os seus conterrâneos africanos, muito antes da chegada dos Europeus.

 

Uma das razões do presente estudo, tem à haver, com a problemática, actual, vemos casos de preconceito racial, na Europa, existem Leis que punem, os prevaricadores. Já em Angola, devido o processo colonial, e da escravatura, foi incutido nos pais, familiares e amigos de muitos angolanos, que o “Europeu é mau”, “nos escravizou”, em outras palavras, o angolano ainda está com o orgulho ferido. Os africanos (angolanos), acabam por serem por vezes mais racistas do que os Europeus.

 

Vejamos, se for para calcularmos o nível de discriminação, que muitos brancos e mestiços passam em Angola, chega a ser muito superior, em relação ao que muitos negros passam na diáspora. É difícil de acreditar, que a iniciativa para a abolição da escravatura, não veio de um negro, e nem de um País de África, mas sim da Europa (Inglaterra).

 

Todavia, o colono Português, antes de retirar-se de Angola, criou condições para a independência de Angola, o chamado “Acordo de Alvor” entre os três movimentos de libertação Nacional (MPLA, FNLA, e UNITA), dando assim, origem, ao movimento de transição para a Independência de Angola, mas que não resultou por três das seguintes causas: i) a guerra fria entre E.U.A e URSS (aconselhamento e influência das antigas potências, sobre os lideres destes movimentos); ii) até 1974 – não havia nenhum país africano democrático, (o poder era hereditário), pelo facto Angola, não podia ser uma excepção e  iii) Desconfiança entre os lideres dos três movimentos de libertação de Angola.

 

Para o desenvolvimento deste trabalho começamos com a seguinte pergunta de partida: Será que existe racismo contra brancos e mestiços em Angola?

 

Este trabalho delimita-se ao estudo do racismo contra brancos e mestiços em Angola, para compreendemos melhor as razões subsequentes, formulamos as seguintes hipóteses:

H1- Existe sim, racismo contra brancos e mestiços em Angola, mas o que acontece é que os brancos e mestiços, ignoram estes actos de insultos e discriminação racial. Também a situação é evidente, porque os órgãos policiais e judiciais, não punem os infractores, nem a própria comunicação social, divulga os casos ocorridos no território Nacional.

H2- Não existe racismo contra brancos e mestiços em Angola, o que existe é revolta da população negra angolana, porque pensam que os brancos e mestiços têm o poder económico, e muitos destes chegam a ocuparem os grandes cargos do País. 

Variável independente: racismo contra brancos e mestiços em Angola.

Variável dependente: condição social, herança colonial, cultura, religião, ignorância, o analfabetismo, a miséria e a revolta, por parte da população angolana.

 

Tendo em consideração a pergunta de partida, nos propusemos a formular os seguintes objectivos que servirão de bússola para a consolidação:

Objectivo geral - Analisar a presença do racismo na República de Angola. 

Objectivos específicos - Identificar os constrangimentos que os brancos e mestiços nacionais e estrangeiros passam por motivos do racismo;  

Explicar como os brancos e mestiços nacionais e estrangeiros, são discriminados, com atribuição de vários títulos pejorativos;

 

Para a justificativa à escolha do tema, é por motivos pessoais, sendo angolano de origem, sou discriminado, confundido por estrangeiro, muitas vezes chamam-me de colono e não aceitam como filho de Angola. As vezes chegando ao ponto de me fechar, (ficando tímido), ou melhor, isolando-me, para não ser discriminado; Contudo, sempre mantive a calma, e ignorei quase todos os insultos, para não chegar ao ponto de ter conflito físico. Sendo nato de Angola, por vezes fico entristecido, quando oiço alguém dizer, colono, vai para o teu país.

 

  1. Brancos e Mestiços são angolanos?

São angolanos pretos e mulatos. [...] A unidade angolana não tem poderes para nos passarem certificados. A unidade existe em nós sendo mulatos, pretos ou fulos. [...] Devemos é tomar uma posição sobre as acusações que nos fazem. Que atitude devemos tomar perante as actividades deste género? A nossa presença provoca as massas e veremos se somos nós que faremos triunfar ou ceder e cair na política racista. (Acta da Sessão de 21 de Maio [Acta 2] da reunião do Comitê Director, ocorrida entre 13 e 23 de maio de 1962, (Tali, 2001, p. 314).

De acordo com os nºs 1º á 5º do artigo 9º da constituição de Angola de 2010:

  1. A nacionalidade angolana pode ser originária ou adquirida. 2. É cidadão angolano de origem o filho de pai ou de mãe de nacionalidade angolana, nascido em Angola ou no estrangeiro. 3. Presume-se cidadão angolano de origem o recém-nascido achado em território angolano. 4. Nenhum cidadão angolano de origem pode ser privado da nacionalidade originária. 5. A lei estabelece os requisitos de aquisição, perda e reaquisição da nacionalidade angolana.

Ainda nos nºs 1º e 2º do artigo 23º da constituição de Angola de 2010, acrescenta:

  1. Todos são iguais perante a Constituição e a lei. 2. Ninguém pode ser prejudicado, privilegiado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão da sua ascendência, sexo, raça, etnia, cor, deficiência, língua, local de nascimento, religião, convicções políticas, ideológicas ou filosóficas, grau de instrução, condição económica ou social ou profissão.
  1. Privilégio Branco e Mestiço em Angola

42 anos depois da independência, as tensões raciais ainda estão à flor da pele: vê-se no discurso, nas filas de espera, na competição pelos lugares de chefia. “O privilégio branco é visível também em Angola”

 

Se em Angola não houver uma maior distribuição dos rendimentos e uma diminuição das assimetrias e problemas sociais, o jornalista Reginaldo Silva, teme o agravamento “deste tipo de conflitos entre negros e mestiços ou os negros acusarem os mestiços de serem responsáveis por não sei o quê”.

 

Há quem fale de racismo de negros contra brancos, mas Sizaltina, Gestora de Projectos Sociais, confessa ter dificuldade em aceitar a questão colocada nesses termos. É, de resto, comum quando se fala de racismo aparecer o típico: “Ah, mas os negros também são racistas.” Sizaltina, justifica a sua posição: “Entendo o racismo como sistema de poder político, económico, social que privilegia determinada raça em detrimento de outras — um sistema, que está criado para privilegiar um determinado grupo racial. Se olharmos para Angola e entendermos como sociedade multirracial — eu entendo como país negro —, então temos de ter pessoas de várias raças representadas em todos os estratos. Mas é quase impossível ver uma zungueira [vendedora de rua] de pele mais clara, os porteiros, os varredores de rua, os moradores das zonas menos privilegiadas, são todos de pele mais escura. Isso indica um favoritismo ou uma prática, que faz com que as pessoas que tenham a pele mais clara tenham uma ascensão maior.”

 

Por outro lado, mesmo num país africano, aceita-se com mais facilidade imigrantes portugueses, do que africanos, aceita-se melhor um imigrante branco, do que um negro, acredita. “Isso para mim é doentio, principalmente de um estado que lutou contra o imperialismo, contra o colonialismo, que foi marxista-leninista. Acontece, por causa da associação que se faz ao branco — branco é bom, negro não — e que resulta do processo de escravatura. Durante séculos, os negros aprenderam que o negro é mau. A filha rebelde é a ovelha negra; a inveja, se for no bom sentido, é inveja branca. A associação do branco com o bom, desejável, determina a forma de agir das pessoas.”

 

Mestiço, fruto da miscigenação que aconteceu durante o período colonial, o rapper e activista Luaty Beirão, confessa, que não pode dizer que é “bom ou mau, ter havido misturas”, porque caso contrário, ele não teria nascido. “Muitas vezes, já me perguntei: será, que eu preferiria não existir? Será, que isso teria tirado algum peso, o não ter havido colonização? Se eu não estivesse cá hoje, será, que teria sido melhor? Então, não dá para responder porque eu não estaria cá para responder, e não há, como comparar, porque não há, como voltar atrás. É daquelas coisas que se dizem, é um beco sem saída.”, (Publico, 2015a).

 

Mas será, que os brancos ou mestiços, auto privilegiam-se? Penso, que a resposta seria não, mas é porque, lhes são atribuídos esses privilégios. Portanto, é que, eles, são a minoria da população, por vezes como escapatória, alguns cidadãos, ficam sempre a procura de culpados. Angola, sendo um País multirracial, isto é, devido a colonização Portuguesa, durante cerca de 500 anos, contudo, é bonito ver a nossa terra, com cidadãos de raças diferentes.  É ponto assente que, alguns brancos e mestiços, detêm algum poder económico, para dizer que, será mesmo impossível, ver brancos e mestiços em trabalhos de baixa categoria.

 

Segundo a Constituição da República de Angola, nos termos do artigo 21.º alínea h, o Estado deve “Promover a igualdade de direitos e de oportunidades entre os angolanos, sem preconceitos de origem, raça, filiação partidária, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação;” e ainda para reforçar no artigo 23.º, diz sobre o Princípio da Igualdade “1. Todos são iguais perante a Constituição e a lei.”; “2. Ninguém pode ser prejudicado, privilegiado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão da sua ascendência, sexo, raça, etnia, cor, deficiência, língua, local de nascimento, religião, convicções políticas, ideológicas ou filosóficas, grau de instrução, condição económica ou social ou profissão”.

 

O Agente Público trabalhará com a população, com base a Lei da Probidade Pública no artigo 8.º diz sobre o Princípio da Imparcialidade “O agente público deve tratar de forma imparcial os cidadãos com os quais entra em relação, devendo merecer o mesmo tratamento no atendimento, no encaminhamento e na resolução das suas pretensões ou interesse legítimos, observando, sempre, com justeza, ponderação e respeito o princípio da igualdade jurídica de todos os cidadãos perante a Constituição e a lei”

 

No quotidiano, os angolanos negros, a maioria, os mestiços (cerca de 2%) e os brancos (1%) convivem, estão nos mesmos restaurantes, estão nas mesmas discotecas, defende. Mas se aprofundarmos: “Nos subúrbios mais pobres, só existe um tipo de gente, os angolanos de raça negra. Nos condomínios, nos bons subúrbios, há angolanos de raça negra da elite, com angolanos de raça mista, de raça branca ou povos de outras nações. Por isso digo que [o racismo] não aparece de forma tão expressiva na sociedade, mas subtilmente.”, (Publico, 2015a).

 

Aparentemente, esta é uma questão mais de classe do que de raça. Mas o problema coloca-se, quando um engenheiro estrangeiro branco chega a Angola e há diferença de tratamento, sublinha Elias Isaac, Director da ONG – Open Society Iniciative of Southern Africa. “Vai encontrar um médico angolano e um expatriado a fazerem o mesmo trabalho, mas a ganharem salários diferentes e a viverem em condições sociais completamente diferentes. O poder político, incentiva esta diferenciação. O Governo, aceita praticar essa diferença. E isto é uma questão racial, porque não acontece a mesma coisa com alguém da Zâmbia ou do Zimbabwe que vem trabalhar aqui.”, Acrescenta, em parte este fenómeno explica-se, com a síndrome que permanece no inconsciente colectivo de povos que foram colonizados — o sentimento de dominado passa de geração em geração. É isso que o leva a dizer: “Até certo ponto, houve independência, mas não descolonização das mentes.” (Publico, 2015a).

 

Voltemos, porém, à forma caricata de como os mulatos e negros se vêem. Há mulatos, que dizem que, o verdadeiro racista em Angola é o negro, por este ser altamente complexado. Certos mulatos, adoptaram mesmo argumentos clássicos para justificar a subalternização do negro, dizendo que, ele é preguiçoso, indisciplinado, invejoso, traiçoeiro e que só querem adquirir, o que de bom, vem do branco e mulato, sem ter que trabalhar. Há, porém, mulatos moderados que aceitam, que  Angola, herdou um sistema, que não favorece os negros, e que deveria haver formas de superar esta desigualdade, (Angonoticias, 2004).

 

Em conversas, que mantenho com negros angolanos, os mulatos e brancos, são vistos, antes de mais, como oportunistas, que só gostam de estar lá, onde só há, do bom e melhor. Para eles, os mulatos sabem fazer graxa, e têm tendência, para dominar todas as organizações a que pertençam. Outros angolanos, deploram o facto de que o padrão de beleza angolana, recaia essencialmente sobre as mulatas. Num jantar, nos Estados Unidos, alguém foi a Internet, para imprimir fotos das candidatas ao trono de Miss Angola. Contudo, notou-se, que a maioria das moças eram mestiças. Contaram-nos também, que houve um tempo, em que as hospedeiras de bordo da TAAG, só tinham de ser mulatas. Também é usual dizer-se, que quando uma empresa em Angola, precisa de uma secretária de boa aparência, vai-se logo, a procura de uma mulata, (Angonoticias, 2004).

 

Por fim, há quem, como Luís Fernando, administrador no grupo de MediaNova, já tenha sentido racismo directo na pele, à porta de um restaurante/bar, o Chill Out, onde o porteiro o barrou, deixando entrar o amigo branco. “Obviamente, que nunca mais lá pus os pés”. Mas desvaloriza o episódio: acha que, não há racismo em Angola. Pode haver algum elemento racista, em que o angolano se sinta superior, ou podem existir alguns portugueses que são “extremamente racistas”. Mas “não se deve tomar a árvore pela floresta”. Teme, no entanto, que surja uma tensão racial, mais do ponto de vista económico ,“no sentido de algumas pessoas, se sentirem excluídas dos lugares que se elitizaram”, (Publico, 2015a).

 

Neste capítulo, apresentamos os resultados obtidos, através do estudo investigado, com vista a alcançar os objectivos propostos. Esta apresentação é seguida de uma análise, e discussão dos dados, sempre que possível, baseada na literatura consultada. Os dados obtidos permitem perceber, de que forma, o racismo contra brancos e mestiços em Angola.

 

CONCLUSÃO

Essa pesquisa não é conclusiva, continua em aberto, para qualquer análise científica. Contudo, os objectivos propostos com o presente trabalho, intitulado racismo contra brancos e mestiços em Angola, foram alcançados. Também permitiu-nos verificar, os níveis e o impacto racial na República de Angola.

 

África, sendo o berço da humanidade, e tido como o continente onde se descobriu o relógio, a roda, a matemática, o alfabeto, a escrita, e muitas outras coisas grandiosas. Não imaginemos, como seria África sem a influência do branco. A raça africana foi a primeira a navegar ao redor do globo.

Como prova do árduo trabalho de pesquisa desenvolvido, obtivemos as seguintes conclusões:

  1. É de realçar que Angola, devido ao nível baixo de escolaridade e também, devido ao processo colonial, muitos cidadãos nacionais com índole racista, pensam que os estrangeiros ou seja, os brancos e os mestiços, só venhem roubar o dinheiro do país, e prosseguem, dizendo, eles vieram novamente colonizar. Esquecendo-se que para além de melhorarem a sua condição de vida, também, contribuem enormemente para o desenvolvimento do país, como por exemplo, fazem diminuir o índice de desempregados, baixar as importações, e aumentam as exportações.
  2. Muitos angolanos, não conhecem a verdadeira historia de Angola, em muitos casos agem por emoção, guardam reservas de vingança, sendo assim, uns eternos racistas.
  3. O fraco investimento no ensino e na capacitação do homem, proporciona a exportação de recursos humanos qualificados, ou seja, estrangeiros (na sua maioria de raça branca).
  4. Os brancos e os negros, são dotados das mesmas habilidades, contudo, existem algumas disparidades a saber: os indivíduos de raça negra, tem menos oportunidades na instrução, capacitação e busca de tecnologias, este é o principal factor de diferencial.
  5. Muitos os governantes/empresários angolanos não gostam de trabalhar com os angolanos porque os vêem como incapacitados.
  6. É ainda comum vermos os mesmos estrangeiros serem atraídos para Angola, por empresários nacionais com propostas de bons salários, bem como é comum vermos e ouvirmos reclamações de funcionários angolanos, enquanto vítimas de discriminação racial, por parte desses mesmos estrangeiros. Vale dizer que, nessa terra é também gritante a forma como muitos negros com alguma predisposição rancorosa, violentam verbalmente os mestiços ou brancos sem razão de ser.
  7. Algumas culturas africanas têm sido hostilizado pelos ocidentais, como forma para dependência cultural, económica, social e tecnológica.
  8. Nem todo branco ou mestiço nasce com privilégio ou com o poder económico.
  9. O Caso de Angola, notamos que o racismo é ensinado e passado de geração à geração.
  10. Por fim, por evidencias em África, os povos eram muito unidos, até a chegada dos colonizadores, mas o grande culpado da implementação do racismo em África é o homem branco, que incentivou este sistema discriminatório, para inferiorizar o negro, partindo do adagie, que tudo feito pelo branco é bom ou de boa qualidade, desprezando os negros, os brancos também incitaram o racismo do negro para o negro.

Com isso, podemos afirmar, que muitos cidadãos nacionais, e estrangeiros, desconhecem as leis vigentes na Republica de Angola, e que proíbe a discriminação racial, e chega dê-se a ouvir o seguinte: “Angola não é terra de brancos nem de mulatos, vão-se embora na vossa terra”. O racismo é um verdadeiro cancro que devemos erradicar completamente do mundo! Embora muitos pensam que, o racismo só é manifestado quando é do branco para o negro e não o inverso.

 

É tão lindo observarmos o mundo, com pessoas de diferentes variedades raciais, culturas, linguístico, etc. Será que o mundo seria bonito se fossemos apenas de uma só cor? Atendendo ao conteúdo de pesquisa aí vão as confirmações das hipóteses:

 

Quanto a primeira hipótese foi confirmada, porque existe sim, racismo contra brancos e mestiços em Angola, mas o que acontece é que os brancos e mestiços, ignoram estes actos de insultos e discriminação racial. Também a situação é evidente, porque os órgãos policiais e judiciais, não punem os infractores, nem a própria comunicação social, divulga os casos ocorridos no território Nacional.

 

A segunda hipótese também foi confirmada, porque não existe racismo contra brancos e mestiços em Angola, o que existe é revolta da população negra angolana, porque pensam que os brancos e mestiços têm o poder económico, e muitos destes chegam a ocuparem os grandes cargos do País. 

 

Minha África, Angola meu País, minha Pátria, minha Terra no meu coração.

      

Referências Bibliográficas

Angonoticias. (2004). O racismo em Angola. Luanda: Angonoticias. Obtido em 04 de Setembro de 2017, de http://www.angonoticias.com/Artigos/item/553/o-racismo-em-angola

Publico. (2015a). Angola "Houve independência mas não descolonização das mentes". Obtido em 04 de Setembro de 2017, de https://www.publico.pt/mundo/noticia/houve-independencia-mas-nao-descolonizacao-das-mentes-1712736

 

Constituição da República de Angola de 2010.

 

Este artigo não é o completo, é uma parte da pesquisa, os interessados para obterem o trabalho final de 111 páginas, devem enviar um email para: evandro.amaral2015@hotmail.com.

 

[1] Graduado no Curso de Administração Pública, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais (CIS), evandro.amaral2015@hotmail.com; 

01
Fev18

AS DIFICULDADES DO EMPRESARIADO ANGOLANO


Evandro José Coelho do Amaral

AS DIFICULDADES DO EMPRESARIADO ANGOLANO

The difficulties of Angolan businessmen

NewPaper nº 03/2017

 

Amaral, Evandro José Coelho do[1]

Clica aqui para ver na versão PDF

Resumo

Este artigo surgi, na sequência dos gritos ferventes, dos empresários nacionais e estrangeiros da situação do ambiente de negócio e as situações políticas, administrativas, económicas, sociais e culturais de Angola. Que vem afastando novos “player” no mercado angolano, essas situações quer dos impostos, quer de infra-estruturas: energia e águas, na construção, no urbanismo, nas Tecnologias de Informação e Comunicação e nos transportes.

Palavras-chaves: Mercado, angolano e empresário.

 

Abstract

This article arose, following the fervent cries of national and foreign businessmen, the situation of the business environment and the political, administrative, economic, social and cultural situations of Angola. That has been removing new players in the Angolan market, these situations, both taxes and infrastructure: Energy and Water, Construction, urban planning, Information and Communication Technology and transport.

Keywords: Market, Angolan and businessman.

 

Introdução

Este trabalho intitulado “as dificuldades do empresariado angolano” é por experiência própria. E não tem como objectivo de desincentivar, empresários (nacionais e estrangeiros) em investir em Angola.

Para dizer que actuar no mercado angolano não é uma tarefa fácil, muitas vezes, a vontade de desiste, é tanta, com a crise económica e financeira, devido a queda do petróleo no mercado internacional, pior ainda.

 

  1. Razões para não investir em Angola

Todavia, no decorrer desse período de actuação no mercado angolano, aprendeu-se muito, quer no conhecimento, quer na experiencia profissional e de vida. Por tanto, trazemos algumas razões numa primeira instancia não voltar a investir, a não ser que tudo esteja bem planeado, a saber:

  1. Burocracia: é um dos países com excesso de burocracia, devido as questões políticas, social, cultural e tecnológicas. A quem diz que são heranças coloniais. É evidente que algumas instituições públicas fazem excepção de pessoas e olham na aparência (principalmente a forma que se apresenta) ou mesmo exigem usar terno. Até para pagar uma obrigação/receita para o Estado, existe bichas enormes para pagar o imposto.
  2. Corrupção: a corrupção em Angola é um fenómeno pervíssimo que impede e perturba o crescimento económico e programas de liberalização patrocinados pelo Governo no país. Este fenómeno ou patologia social atinge quase em todas as esferas sociais, das quais destacamos as seguintes na: saúde, educação, infraestruturas básicas, agricultura, energia e água, empregos, Ministérios, Igrejas, desportos, alfandegas (portos, aeroportos e migração) … E alguns angolanos que nasceram, depois de 1992, acabam de ser corrupto inato.
  3. Influências / Gasosa / Saldo: em Angola, para obter qualquer bens e serviços, deves ter alguém que o conheces o chamado “padrinho na cozinha” ou a chamada “gasosa” que é dar um valor em troca de bens e serviços, que em alguns casos poderia ser de favor, por fim o nepotismo.
  4. Cabritismo: é um assunto muito abordado pelos políticos, essa expressão surge pela primeira vez por nossa Excelência, Presidente cessante da República de Angola, Engenheiro José Eduardo dos Santos que ʺo angolano não vive só do salário” (Discurso do Presidente cessante da Republica de Angola 2010), e de um outro “O cabrito come onde está amarrado”. Com isso queremos dizer que todo angolano faz negócio o chamado” business” para supostamente sobreviver, no próprio local de trabalho, ele é corrompido ou pede algum valor para puder atender ou prestar um serviço.
  5. Bajulação/Limpa bota: lisonjear para obter vantagens; é outro factor que dificulta muitos empresário, tem que filiar-se em um partido ou entrar na liga dos bajuladores ou fazer um curso avançado de bajulação, criando teorias que não existem, só para conseguir o seu propósito.
  6. População: segundo os dados demográficos, ajudarão perceber o público-alvo de qualquer investidor, Angola ainda não se encontra com todas as características necessárias para grandes investimentos, a não ser que se mude esse quadro e talvez da imigração de muitos estrangeiros qualificados para cobrir este facto. Será apresentado a seguir, esses dados: 700.000 de cidadãos são pobres, onde pode-se falar de uma “pobreza hereditária”? Quem nasce no seio de famílias pobres, continuará a sê ‑lo pobre, (Universidade Católica de Angola, 2015, pp. 41-42). Angola possui 25.789.024 de habitantes, onde 12.499.041 são homens e 13.289.983 são mulheres, segundo dados (INE, 2016, p. 15).
  7. Mão-de-obra: pouca qualificação, quase na sua maioria os angolanos, alguns gostam tudo de bandeja e poucos gostam de trabalhar, alguns são preguiçosos, mentirosos, irresponsável (não é sério), não encara o trabalho, tem preferências de roubar e estar desempregado do que trabalhar, querem coisas rápidas (ou lucros fáceis).
  8. Inexistência ou Défice de Serviços básicos: como água, energia eléctrica (e iluminação pública), internet, saneamento básicos, saúde, segurança, transportes públicos (em todos períodos, actualmente só possui no período diurno, os táxis privados denominados candongueiros o custo é muito elevado).
  9. Impostos: ao nível dos impostos praticado em Angola, são muito alto em relação da região da África Subsariana; com a reforma administrativa, está a criar outros impostos que poderá dificultar o empresariado angolano.
  10. Imprevistos: é um dos países com mais imprevistos quer social, politico e económico. Toda manhã não se sabe qual é o problema que irá acontecer, que por vezes sem uma resolução imediata, que poderá estragar o dia a dia de um empresário, com isso, torna a vida cada vez mais difícil quer profissional e pessoal.
  11. Racismo: a situação do preconceito ou propriamente do racismo, é um fenómeno que se pensa que não existe, mas é de realçar que Angola, devido o nível de escolaridade ser baixo e devido o processo colonial, pensam que o estrangeiro ou seja o Branco e o Mulato, veio roubar o dinheiro do país, eles vieram colonizar novamente. Sem saber que veio contribuir para o país, como por exemplo, baixar o nível de desempregado, neste caso dar mais emprego a população. Por fim, os Brancos e mulatos angolanos têm vindo a ser hostilizados, sobretudo pelos colegas de trabalho que desejam o lugar de chefia que ocupam, sem que para o efeito tenham as aptidões necessárias. Na rua, são olhados com desconfiança, "vai para a tua terra, seu tuga, kangundu da tuji" ou " vai para a terra do teu pai, seu mulato". Os expatriados levam pela mesma bitola, não escapam aos insultos, ameaças.
  12. Questões Espirituais: ao nível dos impostos praticado em Angola, são muito alto em relação da região da África Subsariana; com a reforma administrativa, está a criar outros impostos que poderá dificultar o empresariado angolano.
  13. Ética Profissional: é uma das causas para não eficiência e eficácia nas empresas. Podem ser entendidas como um conjunto de princípios ou normas que denotam boa educação e bom comportamento. Estas regras definem boas maneiras e bons costumes, tornando a vida cotidiana mais harmoniosa e servindo como um indicador de civilidade.
  14. Impontualidade: Muitos dos angolanos não honra os compromissos, muitos deles só trabalham sobre pressão, marca-se um horário as 18h vem 19h.

Podemos definir alguns angolanos, pelas seguintes características: i) Oportunista, ii) Aparecedor, iii) Gabarola, iv) Traidor, v) Fingido, vi) Pacífico, vii) Mentiroso, viii) Preguiçoso, ix) Ingrato, x) Irresponsável (não é Sério), xi) Orgulhoso, xii) Impontual, xiii) Reclamante, xiv) Lamentador, xv) Aproveitador, xvi), xvi) Rancorista (orgulho ferido), xvii) Corrupto, xviii) Pessimista, xiv) Bajulador, xv) Interesseiro e xvi) Invejoso.

 

Conclusão

Para concluir, tem muitos outros aspectos, a salientar, procuramos trazer de forma social e resumida, notamos que:

Muitos os governantes/empresários angolanos não gostam de trabalhar com os angolanos porque os vêem como incapacitados.

 

É ainda comum vermos os mesmos estrangeiros serem atraídos para Angola, por empresários nacionais com propostas de bons salários, bem como é comum vermos e ouvirmos reclamações de funcionários angolanos, enquanto vítimas de discriminação racial, por parte desses mesmos estrangeiros. Vale dizer que, nessa terra é também gritante a forma como muitos negros com alguma predisposição rancorosa, violentam verbalmente os mestiços ou brancos sem razão de ser.

 

Ainda para lembrar que em Angola, ainda é alvo de monopólios e oligopólios. Um facto que poderia ajudar para crescimento económico seria a partilha de infraestrutura, isto no mercado privado, como por exemplo o que não é lucro, vamos partilhar e o que é lucro não vamos partilhar; mas devido a falta de conhecimento de alguns empresário, orgulho e ganância por parte destes intervenientes.

 

A indústria, que durante anos foi a principal fonte de dinheiro, perdeu lugar para o sector de prestação de serviços. Dentro desse novo cenário, o turismo despontou como um negócio excelente que movimenta bilhões de dólares em receita em todo o mundo. A prestação de serviços de turismo é uma área em Angola, que está a dar muito a se falar e já existe muito incentivo por parte do Governo para apostarem nesta área, acompanhamos na campanha eleitoral, vários candidatos a falarem sobre este assunto, por sua vez é de ressaltar o candidato do APN – Quintino Moreira, afirma em se criar 3 capitais a saber: 1-Luanda (Cidade Económica), 2- Planalto Central – Huambo (Cidade Politica) e 3- Namibe (Cidade Turística).

 

Outro ponto fundamental é da banca angolana, não é forte porque segundo o Joseph Schumpeter, dizia que o empreendedor apenas bastava ter a ideia, onde referia-se principalmente na inovação tecnologia. A banca e outras instituições públicas e privado investir nessa ideia. Caso de Angola, vemos tanta ideia boa, mas devido a corrupção e orgulho, infelizmente não são realizadas essas ideias.

 

Acreditamos na nova Governação do novo Presidente de Angola, camarada João Manuel Gonçalves Lourenço, que até actual está a ser muito aplaudido pela população angolana, pelo carisma e na criação da sua Staff. Foi aprovado a isenção de visto para alguns países e a resoluções de visto para os estrangeiros nas embaixadas angolanas.

 

Já é notável, muitas das mudanças que estão a ocorrer no território angolano, lembrando do seu slogan emblemático que é “MELHORAR O QUE ESTÁ BEM E CORRIGIR O QUE ESTÁ MAL”. E do programa de governação até 2022, que seja colocado em prática e concretizado. Dando assim, uma janela de esperança.

 

Recentemente, notamos as medidas ora anunciadas pelo Banco Nacional de Angola (BNA), têm dado azo alguma discussão. A mudança do regime de cambial fixo em que a taxa de câmbio era previamente fixada pelo BNA, regime que vigorou até a data e a imigração para um regime cambial flutuante em que a taxa de câmbio será determinada pelas variáveis da procura e oferta, dentro de um intervalo determinado, com a uma taxa de câmbio mínima e máxima, também conhecida como como banda cambial.

Referências Bibliográficas

Amaral, E. J. (2017). O Racismo Contra Brancos e Mestiços Em Angola. Luanda: Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais (CIS).

INE. (2016). Recenseamento Geral da População e Habitação: RESULTADOS DEFINITIVOS . Luanda: INE.

Universidade Católica de Angola. (2015). RELATÓRIO SOCIAL DE ANGOLA. Luanda: Universidade Católica de Angola.

 

 

[1] Graduado no Curso de Administração Pública, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais (CIS), evandro.amaral2015@hotmail.com; 

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