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Evandro José Coelho do Amaral

Evandro José Coelho do Amaral, Licenciado em Administração Pública pelo INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS SOCIAIS E RELAÇÕES INTERNACIONAIS (CIS).

Evandro José Coelho do Amaral, Licenciado em Administração Pública pelo INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS SOCIAIS E RELAÇÕES INTERNACIONAIS (CIS).

Evandro José Coelho do Amaral

18
Mar18

IMPORTÂNCIA DOS CANDONGUEIROS PARA OS CIDADÃOS ANGOLANOS


Evandro José Coelho do Amaral

IMPORTÂNCIA DOS CANDONGUEIROS PARA OS CIDADÃOS ANGOLANOS

IMPORTANCE OF CANDONGUEIROS FOR ANGOLAN CITIZENS

NewPaper nº 24/2018

Amaral, Evandro José Coelho do [1]

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Resumo

O intuito desta pesquisa, em Angola, os transportes públicos não funcionam em pleno, pelo facto, os táxis privados (os chamados candongueiros), conforme podemos observar na figura, estes veículos circulam em todos cantos do território nacional, até em zonas que dizem ser “urbanizada”. Este transporte, não são tão eficientes e confortável. Pode-se adquiri diversas doenças e é um perigo para a população sendo que muitos desses taxistas, não respeitam as regras de transito.

Palavras-chaves: Candongueiros, Táxis e Angola.

 

Abstract

The purpose of this research, was Angola, public transport does not work in full, so private taxis (called candongueiros), as we can see in the figure, these vehicles circulate in all corners of the national territory, even in areas that claim to be "Urbanized". This transportation, are not so efficient and comfortable. It can acquire diverse diseases and is a danger for the population being that many of these taxi drivers, do not respect the rules of traffic.

Keywords: Candongueiros, Taxis and Angola.

 

Introdução

No uso perfeito das suas faculdades mentais, qualquer cidadão angolano, pelo menos maior de idade, reconhece o papel desempenhado pelos taxistas que para efeito deste texto é o mesmo que candongueiros, como vulgarmente são chamados.

 

A repercussão da actividade deles é transversal a muita das acções que concorrem para a construção da nossa sociedade.

 

Chega-se a esta conclusão se forem equacionados os vários indicadores que fundamentam análises coerentes, neste caso tendo em atenção que a estruturação de uma sociedade se alicerça na estratificação dos actos promovidos pelos diversos agentes.

 

Por exemplo, a inexistência de uma rede de transportes públicos alicerçada em valores da comodidade dos utentes, regularidade na circulação marcada pelo cumprimento rigoroso do tempo enquanto recurso valioso e não renovável, contribui para o valor acrescido que é atribuído aos taxistas, independentemente de estarem ou não filiados a uma associação que vele pelos seus direitos e deveres.

 

Em poucas palavras, o trabalho desenvolvido pelos candongueiros na sociedade angolana é relevante, entendendo a positividade do que de elementar eles oferecem aos usuários.

 

Aliás, é míster questionar o que seria da economia nacional sem a participação dos taxistas que constituem, até prova em contrário, o sistema de transporte mais usado pelos funcionários das diversas instituições independentemente do seu carácter, público ou privado.

 

Na matriz da importância dos taxistas no sistema social angolano salienta-se, com alguma atenção, o que eles representam para os integrantes do sistema de ensino, -professores e alunos - considerados como agentes indispensáveis para a construção de qualquer sociedade.

 

Apenas por estas acções positivas seríamos capazes de afirmar que o mundo dos taxistas angolanos, com algum exagero, pode ser comparado ao mundo das maravilhas onde a Bela é a princesa favorita, amada como nunca e ninguém, (Jornal de Angola, 2017).

 

 Figura nº 1. Meio de Transporte - Táxi (Candongueiro)

13047_artigo_candongueiros2JoaoNunes.jpg 

Fonte: Google (2017).

 

Entretanto, a realidade do mundo dos taxistas angolanos é diametralmente oposta ao quadro atrás apresentado, se parecendo mais com o mundo em que a presença de um Vicente é indispensável para nos salvar dos apuros em que nos colocam os candongueiros.

 

No mundo dos taxistas angolanos, o engodo pela fantasia e más acções parecem a concretização sublime dos sonhos de que tudo vale na base, é claro, do que eles entendem ser a cultura comportamental dos integrantes da classe que, de passagem, diga-se na maior parte, das vezes são referidos pela negativa.

 

Ou seja, a lista de coisas boas realizadas pelos candongueiros sucumbe ante o manancial de maldades produzidas e demonstradas, o que leva a perceber que esperar deles boas acções é um exercício que raramente passa das intenções.

 

Fundamenta a referência feita no parágrafo imediatamente precedente, as paragens na faixa de rodagem, ultrapassagens à direita, passagem mesmo com o sinal luminoso no vermelho, andamento em contra mão e uma interminável série de irregularidades por eles cometidas, em certos casos com a graciosa conivência de agentes cuja missão é velar pela manutenção da ordem e tranquilidade públicas, e para o caso também são visados os reguladores de trânsito, que optam por assobiar de lado face às “maravilhas no mundo dos candongueiros”.

 

Aceitar que este é um mal enraizado de forma cancerígena na sociedade angolana, mais do que uma verdade, obriga-nos a uma avaliação profunda pela necessária reformatação do estatuto comportamental dos candongueiros, perspectivando-se impedir que o hábito ganhe força de lei.

 

O interesse geral visa pôr cobro às mortes prematuras e avultados gastos financeiros derivados dos acidentes como os que nas últimas semanas mancharam de sangue as estradas da Huila e Uíge, sem descorar outros tantos que ocorrem nas estradas da cidade capital do país, tida como das mais sinistras zonas do trânsito rodoviário.

 

Fica claro que nenhuma intenção existe em apenas responsabilizar os candongueiros, mas a vontade deste texto é vertida para este segmento dos usuários das vias de comunicação, no caso as estradas, sobretudo pelo que de errado muitos deles fazem, com repercussões lamuriosas.

 

Ou seja, há que se reformular a vida no mundo dos candongueiros, (Jornal de Angola, 2017).

 

Naturalmente, a rede de infra-estruturas disponíveis condiciona sempre a rede de transportes existente.  Uma rede viária deficiente dificilmente poderá garantir uma boa rede de transportes rodoviários.  Neste sentido, é notório o esforço que tem sido colocado na Província nos últimos anos, com a reabilitação de estradas inter-provinciais, de vias secundárias e municipais, que tem permitido combater paulatinamente o trânsito caótico na cidade e nos bairros periféricos. No interior da Província merece destaque a via expressa periférica no eixo Cacuaco e Viana, que veio favorecer a interligação entre os municípios do Cacuaco, Viana e Belas.

  1. Análise SWOT dos Transportes em Luanda

Pontos Fortes

  • Licenças de táxi colectivo de baixo valor;
  • Infra-estrutura aeroportuária existente e investimento em curso;
  • Investimentos realizados em infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias;
  • Infra-estruturas de transporte marítimo de passageiros;
  • Articulação do caminho-de-ferro com o Porto de Luanda;
  • Elevado potencial de mercado para a iniciativa privada;
  • Plano Director Metropolitano da Cidade de Luanda;
  • Implementação do sistema de controlo de trânsito com apoio de câmaras de videovigilância;
  • Instalação de novos sistemas de semáforos;
  • Consciencialização por parte do GPL para a tomada de medidas para melhorar a mobilidade em Luanda.

Pontos Fracos

  • Muitas entidades distintas a intervir no sector, provocando eventuais sobreposições e dificultando a coordenação;
  • Elevado número de táxis colectivos não licenciados (na maioria pelas precárias condições das viaturas);
  • Condições de segurança da generalidade dos táxis colectivos;
  • Inexistências de paragens fixas para táxis colectivos;
  • Elevado número de táxis informais em veículos particulares de 5 lugares;
  • Regulamentação de táxis colectivos a necessitar de revisão;
  • Frota de autocarros urbanos corresponderá apenas a 10% das necessidades actuais de Luanda;
  • Cadência irregular de passagem dos autocarros urbanos;
  • Falta de oferta de transportes públicos de grande capacidade, numa lógica intermodal, que permitam descongestionar o trânsito;
  • Insuficiência de estacionamentos face ao número de viaturas a circular na cidade de Luanda;
  • Falta de cruzamentos desnivelados para potenciar a fluidez do trânsito;
  • Inexistência de rectângulos quadriculados amarelos nos cruzamentos para interditar paragens nos cruzamentos mais problemáticos;
  • Falta de corredores específicos para transportes públicos (faixas "bus");
  • Sinalização vertical e horizontal desadequada em muitos pontos da cidade;
  • Incumprimento sistemático das regras de trânsito por parte dos motociclistas;
  • Falta de infra-estruturas de apoio aos transportes públicos colectivos de passageiros;
  • Inexistência de acessibilidades nos transportes públicos para pessoas idosas e com mobilidade reduzida;
  • Circulação de pesados de passageiros em horário diurno na cidade, contribuindo para o congestionamento do trânsito;
  • Práticas de estacionamento pouco civilizado muito habituais;
  • Necessidade de duplicação da via de comboio actual no troço Luanda-Viana;
  • Dificuldades financeiras sentidas pelos Caminhos de Ferro de Luanda;
  • Insuficiente manutenção das vias existentes;
  • Dificuldades de manutenção do transporte público de massas;
  • Inexistência de fiscalização e controlo sobre os provedores de transporte público;
  • Desadequação das zonas de inversão de sentido nas vias expresso face ao fluxo de trânsito existente;
  • Política de atribuição e fiscalização de estacionamentos privilegiados a precisar de ser revista;
  • Número insuficiente e mau posicionamento das passagens pedonais para travessia nas vias de maior movimento;
  • Saturação de veículos privados nas zonas escolares à hora de entrada e saída, obstruindo a mobilidade nessas zonas;
  • Falta de sinalização das paragens de autocarros, levando à obstrução das mesmas por viaturas aí parqueadas;
  • Falta de um estudo abrangente do trânsito da Província.

Oportunidades

  • Duplicação da linha de caminho de ferro no troço Bungo-Baia.

Ameaças

  • Mudança nos fluxos de tráfego provocada pelo novo Aeroporto Internacional e pelo novo Porto no Dande;
  • Construção de empreendimentos em altura na cidade sem acautelar o devido número de aparcamentos e projecto de circulação rodoviária circundante;
  • Descrédito no sistema de transportes públicos, acentuando-se a  tendência  de utilização de transporte privado ou informal, (Governo da Província de Luanda, 2014).

Conclusão

Chegando no final deste artigo, percebemos que:

  • Muitos destes taxistas e cobradores, tem uma fisionomia de delinquentes e de consumidores de álcool e drogas.
  • Alguns com baixo nível de escolaridade.
  • Os taxistas muito deles andam sem carta de condução.
  • E estes veículos pode-se contrair doenças.

Referências Bibliográficas

Governo da Província de Luanda. (2014). Plano de Desenvolvimento Provincial 2013/2017 . Luanda: Governo da Província de Luanda.

Jornal de Angola. (2017). No mundo dos candongueiros. Luanda: Jornal de Angola. Acesso em 27 de Fevereiro de 2018, disponível em http://jornaldeangola.sapo.ao/opiniao/artigos/no_mundo_dos_candongueiros

 

[1] Graduado no Curso de Administração Pública, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais (CIS), evandro.amaral2015@hotmail.com; 

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